sexta-feira, 9 de maio de 2014

Fla-Flu de opostos...


O Campeonato Brasileiro chega à 4ª rodada neste final de semana, e para nós, torcedores cariocas, o Fla-Flu deste domingo, 4 da tarde, no Maracanã é o jogo cercado maior expectativa. Dois grandes clubes, dois eternos rivais em momentos opostos na temporada.

O Flamengo busca o melhor futebol. Aliás, ainda não fez uma partida capaz de empolgar o torcedor este ano. As boas exibições que, somadas à empolgação dos torcedores, levaram o clube à conquista da Copa do Brasil ficaram esquecidas em 2013. Fato que o Mengo sente falta de Elias e não encontrou alguém que possa ser o ponto de equilíbrio no meio-campo. Os desfalques também atrapalham a equipe – neste domingo, Léo, Chicão, Elano e Hernane estão fora e Everton fica no banco – e fazem Jayme de Almeida balançar no cargo de treinador. E como pesa o resultado de um clássico.

Pelo lado das Laranjeiras, a derrota para o Vitória em nada abalou a relação com a torcida. O Fluminense começou bem o campeonato, fez bons jogos e se mantém no pelotão da frente. Entretanto, precisa ser mais eficiente nas finalizações. É um time que cria muito, mas não transforma as oportunidades em gols como poderia e deveria. Às vezes não faz falta, como na estreia contra o Figueirense, mas em alguns casos o castigo vem. O Flu de Cristóvão Borges é a equipe que mais finaliza no Brasileirão, e possui o centroavante da Seleção Brasileira em seu plantel. Fred, com outra postura dentro e fora de campo desde a chegada de Cristóvão, é a esperança dos tricolores. E daqui a um mês será a de todos os brasileiros...

Botafogo x Criciúma: Ainda em busca da primeira vitória, o Botafogo, convenhamos, terá um adversário longe de ser assustador neste sábado, no Maracanã. A oportunidade de vencer, diante da torcida, está aí. O alvinegro mostrou alguma melhora nos jogos contra Inter e Bahia – já possui o mínimo de organização e velocidade para atacar – e precisa transformar a evolução em pontos. Pelo menos, o torcedor tem alguma perspectiva. Mesmo com os erros consecutivos de uma diretoria que por falta de planejamento e competência, em apenas três meses, pode ter acabado com o ano mais importante para o clube na última década. Ah! E Carlos Alberto vem aí... empolgados?

Vasco x Oeste: A caminhada na série B do Brasileirão prossegue, e o desafio deste sábado é o Oeste em São Januário. O Vasco vive a rotina de enfrentar adversários desconhecidos, inferiores tecnicamente, mas que jogam uma final de Copa do Mundo quando enfrentam um clube da grandeza do cruzmaltino. Edmilson, Pedro Ken e Guiñazu seguem de fora, e Fabrício pode ser a novidade. O Vasco é infinitamente superior aos rivais, mas precisa igualar na vontade. Eis o desafio para Adilson Batista: motivar jogadores de série A, em um clube de elite, numa competição longa como essa...

Friburguense: O Tricolor da Serra voltou aos treinos, e já mira o título da Copa Rio, em setembro, para disputar a série D em 2015. Esta é a única possibilidade para o clube crescer dentro do futebol nacional, e ter um calendário completo de jogos. Romulo, Toshyia, Luis Felippe, Marcelo e futuramente Lucas (não fica para o segundo semestre) são as baixas. Sergio Gomes, Cadão, Bidu, Flavinho, Ziquinha e Jorge Luiz seguem firme. Os garotos da base estão subindo para compor o elenco. Avante Frizão!

Um pouco mais: Domingo, 11, é dia... das Mães, claro, mas também de GP da Espanha de Fórmula 1. O até então invencível Vettel sofre nesta temporada, e apresenta um novo chassi para tentar chegar junto novamente. No entanto, o motor Mercedes sobra. As mudanças nas regras não tinham como objetivo equilibrar a categoria? Parece que não deu muito certo...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A unanimidade preocupa...

Vinte três nomes e um segredo: o quarto zagueiro da lista de Felipão não é
 Miranda, e sim, Henrique. O zagueiro do Napoli, capitão do Palmeiras na série B 
do ano passado, venceu a disputa com o defensor do Atlético de Madrid por ter 
a confiança do técnico e pela versatilidade – diga-se de passagem, em sete jogos 
pelo Napoli este ano ele atuou quatro vezes fora da posição original.

A discussão em torno da convocação de um atleta que dificilmente entrará em 
campo parece necessária. Mas por outro ângulo. A “quase” unanimidade na 
convocação de Scolari esconde uma realidade preocupante: não existe um leque
 de opções de jogadores que permita uma discussão. Robinho não foi convocado?
 Kaká? Philipe Coutinho? Não existe um clamor nacional por nenhum deles. Todo
 mundo aceitou os nomes anunciados neste 7 de maio, um dia para ser lembrado
 não apenas pela escolha de quem tentará cicatrizar a ferida da Copa de 1950, a 
última em território nacional.

Em outros mundiais, o país parava para discutir o porquê da convocação de um, 
o motivo pelo esquecimento de outro. Desta vez isso não existe. Ninguém discutiu a 
presença do Jô, pois não dá para afirmar que Damião, Pato ou Luis Fabiano seriam
melhores opções. E realmente não são. Poucos falam de PH Ganso, uma 
das “grandes” revelações, sequer cogitado para integrar o grupo brasileiro.

Todo esse cenário reflete a antecipação de uma responsabilidade que não seria 
dessa geração. Neymar, Oscar, William, Bernard e companhia possivelmente 
estarão no auge em 2018, mas terão que pular etapas e assumir a condição de 
protagonistas da Seleção agora, especialmente Neymar. Sorte que, pelos amistosos,
 ele mostrou estar preparado. Esta seria a Copa de Adriano, Robinho, Kaká e
 até mesmo Ronaldinho Gaúcho. Não será. A geração que “não deu certo” como 
poderia transfere todo o peso para os mais jovens.

Resta esperar para conferir o desempenho da Família Scolari, que acredito, 
será muito bom. Embora não concorde com Hernanes, Henrique e Maxwel – gostaria
 de ver Philipe Coutinho, Miranda e Robinho ou Kaká -, entro na onda da falta de
 argumentos e acabo concordando. Acho que esta Seleção, empurrada pela
 torcida, pode conquistar o hexa. Mas com o título ou não, passou da hora de 
repensarmos o nosso futebol, o trabalho de base e o que é prioridade: o jogador ou
 o negócio. Ou então, a escassez tende a se estender por mais alguns anos. Não é
 toda hora que surge um Neymar. E eles ainda querem acabar com a essência do
 futebol brasileiro, exterminando os estaduais e enfraquecendo os times pequenos. 
Aliás, depois de Neymar, qual jogar diferenciado apareceu no Brasil? Pensemos...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Talvez...

Quando acordei na manhã daquele sábado, 26 de novembro, e olhei para o céu nublado, tempo chuvoso...parecia pressentir. Friburguense e Madureira decidiriam o título da Copa Rio no estádio Eduardo Guinle. A oportunidade de conquistar o troféu que havia faltado na campanha do acesso era essa. E o Frizão venceria! Sim! Não tinha como perder. O melhor time, a melhor camapanha, jogo em casa, jogadores confiantes...e a pior das tempestades! Longe de ser como aquela de 12 de janeiro, que devastou parte da cidade. No entanto, o suficiente para deixar um amargo, um gostinho de quero mais...de que faltou algo...de que não foi completo. Depois de uma eternidade - sim pois as horas pareciam não passar das 7  às 16h - a bola rolou. Ou melhor... a bola não rolou. A chuva forte alagou o gramado e a troca de passes foi dificultada. O recurso da bola aérea favorecia ao Madureira, claro. Dois gigantes - Zé Carlos e Alex Sanchez - contra o pequeno Ricardinho...e posteriormente o não maior Ziquinha! E depois de erro na saída de bola, Elias abriu o placar para o time carioca. Uma mistura de sentimentos tomou conta da torcida tricolor. O grito de "vamos virar Frizão" era entoado de forma tímida, embargada. Mas o que era tensão virou esperança quando Diego Guerra cobrou pênalti e empatou, ainda no primeiro tempo. Sim...mas o futebol é capaz de provocar diversas situações em apenas 90 minutos. Aliás, bastaram poucos na etapa final para Elias receber um lançamento / chutão e dar um toquinho por cima de Adilson, marcando o segundo. O empate veio de cabeça com Bidu, 2x2. O mesmo que cometeria pênalti pouco depois. Elias cobrou e marcou o terceiro dele e do Madureira. Aos poucos, os torcedores deixavam o Eduardo Guinle, cabisbaixos, debaixo de chuva que não deu trégua. Eu, das cabines de rádio, observava. E me lembrava do jogo contra o Serra Macaense, aquela mesma cena. Quando o árbitro apitou o fim do jogo e olhei para o campo, outro replay: Bidu desabou na área, quase no mesmo lugar do jogo contra o Serra, e disparou a chorar. O título escapou mais uma vez, diante de mais de mil torcedores...e a pior das tempestades teve grande parcela de culpa...talvez se não tivesse chovido, com gramado seco, time leve...talvez se Marcelo de Lima Henrique tivesse dado aquele pênalti em Conselheiro Galvão, no primeiro jogo...talvez se não tivesse expulsado o Diego Santos em Madureira...talvez. Demorei dois dias para criar coragem e escrever algo no site do clube. Mas depois, conformado, comecei a pensar. Talvez, seja melhor acreditar que não era pra ser. Pois tem coisas na vida em que as respostas são dadas mais à frente. Às vezes não entendemos o por quê de imediato, mas tudo tem um propósito. Talvez disputar uma Série D, caso haja condições, leve o Friburguense a uma série C em 2013, enquanto uma partida bastaria para eliminar o tricolor na Copa do Brasil. Talvez o troféu de campeão se quebraria em alguns dias. Mas tem troféus que o Friburguense resgatou em 2011 e não se quebram: o respeito, a dignidade, o orgulho! O retorno do Frizão à elite e ao cenário nacional representaram a reconstrução do clube. Foram as notícias positivas de Nova Friburgo na mídia nacional. Foram os motivos de sorrisos sinceros, choros soluçantes...de alegrias e tristezas...de esperança e decepções...de variados sentimentos. Estes, só mesmo o futebol é capaz de proporcionar. O melhor time da Série B e da Copa Rio não venceu. Mas e daí? O exemplo de que é possível recomeçar, reconstruir, renascer foi dado. E pelo Friburguense! Para ser vencedor, muitas vezes, não é necessário ser campeão. E sim, cumprir metas, objetivos, superar obstáculos. É ser grande por natureza e não apenas por feitos. É carregar consigo o nome de uma cidade e fazer valer um planejamento bem feito e executado. Parabéns jogadores, Siqueirinha e diretoria. Se a razão não explica a vida, quem dirá o futebol, parte dela. O Frizão voltou, com tudo...firme e forte! Dois mil e doze promete para o tricolor da serra...tem Carioca, Série D, Copa Rio. Quem sabe? Sim, talvez...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Convenhamos...

Era de se imaginar que, uma hora ou outra, a discussão viria à tona. As comparações entre Messi e Neymar seriam inevitáveis, reforçadas pelo provével e aguardado duelo entre Barcelona e Santos no Mundial de Clubes da FIFA. A imprensa nacional, sobretudo, destaca a vantagem de Neymar sobre Messi e Cristiano Ronaldo na votação popular da Revista France Football, que elege o melhor jogador do mundo na temporada (sendo considerado o segundo prêmio mais importante nesse sentido). Pois bem...convenhamos! Vamos deixar todo e qualquer tipo de nacionalismo, simpatia e antipatia de lado. O Neymar é um grande jogador, não há dúvidas. E tem poencial para escrever seu nom entre os grandes da história, se tornar de fato um craque. No entanto...Neymar ainda NÃO é melhor que Messi. Pode vir a se tornar. Tem tudo pra isso. Mas no momento não. O jogador do Santos alterna bons e maus momentos na curta carreira, enquanto o argentino quebra recordes e mais recordes com a camisa do Braça, tanto em termos de clube quanto pessoais. O estilo de jogo é até semelhante: agressivo, talentoso, veloz. Mas Messi, hoje, é mais completo. Marca, passa, chuta, assiste, balança as redes. Neymar caminha a passos largos para chegar a seu nível. Só que seria bom dar um stop em toda essa superestimação. Ao Messi, concordo, aconteceu o mesmo. Mas o argentino é um caso raro de atleta que não deixa o sucesso subir à cabeça, respeita os superiores e está sempre em busca do aperfeiçoamento. O Neymar, sinceramente não sei se tem a mesma cabeça. Alguns antecedentes nos fazem desconfiar. Porém, não duvidar. O Neymar ainda tem que provar se será o "Neymar" até o fim ou vai virar um novo "Robinho". Vejamos...e convenhamos: Messi é melhor que o Neymar!

Alguns números de Lionel Messi

Temporada 2010 - 2011 pelo Barcelona:

Jogos: 55
Gols: 53
Assistências: 24

Carreira

Jogos: 316
Gols: 213
Assistências: 84

Alguns números de Neymar

Temporada 2011 pelo Santos:
Jogos: 42
Gols: 21

Carreira

Jogos: 154
Gols: 78

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Erros e mais erros...

No equilibrado Campeonato Brasileiro de 2011 é difícil prever quem vai ficar com a taça. No entanto, não é difícil prever que será campeão o time que errar menos. Tanto como num todo quanto dentro de uma partida. O Vasco, por exemplo, oscila pouco durante os jogos. Consegue manter uma regularidade interessante, sempre consistente, mesmo desfalcado. Sim, pois o Vasco é o time mais homogêneo do Brasil, aquele que não sente tanto a ausência dos jogadores. E isso se deve ao fato, curioso por sinal, de não ter nenhum jogador acima da média. E sim, dois ou três atletas por setor que se encaixam dentro de um esquema bem definido. Por isso, o Vasco erra pouco fora de campo - não há vaidades - e durante os 90 minutos. Por isso venceu o Bahia com extrema autoridade e lidera.

O Flamengo, por outro lado, é uma equipe totalemente dependente de Ronaldinho Gaúcho. Não ter o seu camisa 10 em campo significa uma dificuldade enorme na criação de jogadas. E podem crer que atrapalha também o sistema defensivo, por não ter quem segure a bola no ataque, crie situações que intimidem o adversário ou mesmo inflame a torcida. Som o craque e Thiago Neves, outro que pode desequilibrar, o Mengão apenas empatou com o Santos do inspiradíssimo Neymar. E se não fosse os erros da arbitragem...

Agora...erro é com a defesa do Fluminense! Muito mal arrumada, desorganizada e tecnicamente fraca. Nem a formação de Abel Braga, com três volantes, aliviou o sistema defensivo tricolor. E ainda prejudicou a criativadade do Flu, que ficou com 70% com a posse de bola no primeiro tempo e nada fez. Pelo contrário: levou dois gols de um Atlético-MG bem organizado e eficiente. Não há como negar que as ausências de Marquinho, Deco, Fred e Rafael Moura foram sentidas. Aí entra, mais uma vez, a questão da dependência...

Pois bem. Voltando à questão dos erros... o Glorioso parecia ter o jogo contra o Avaí sob controle nos primeiros minutos. Abriu o placar com Loco Abreu e tudo! Foi quando a defesa do Botafogo errou pela primeira vez e a equipe da casa alcançou o empate. Este, parece ter bagunçado um esquema aparentemente acertado, apesar da barração do Elkeson. Marcando frouxo no meio-campo, o Fogão deixou verdadeiras crateras dentro da grande e Cleverson aroveitou, marcando um golaço. No segundo tempo, um outro Botafogo. Com Léo e Elkeson nos lugares de Felipe Menezes e Herrera (que dupla!), o alvinegro ganhou consistência e velocidade. Maicouel, inspirado, infernizava a defesa avaiana. De tanto martelar, o Fogão empatou e a vitória parecia questão de tempo. Afinal, até os 38 minutos, foram pelo menos quatro chances claras de gol e um pênalti não marcado em Abreu. Foi quando Lucas, num ato irresponsável e criminoso, foi expulso. O jogo, até antão perfeito do Botafogo foi por água abaixo. E se afogou quando Robert aproveitou erro de Jéfferson para marcar o terceiro do Avaí. Erros e mais erros, que em meio a alguns acertos, podem a fazer a diferença no final das contas...

Um pouco mais: posso até errar. Mas estou a cada dia mais certo de que o Friburguense será campeão da Copa Rio. À exemplo do Vasco, o tricolor serrano oscila pouco durante as partidas e mantém uma regularidade não observada nas equipes concorrentes. De folga no fim de semana, o tricolor serrano assistiu à rodada do alto, no topo da tabela (líder do grupo F). E por lá poermaneceu com os resultados de domingo. Pelos cálculos, duas vitórias nos próximos cinco jogos serão suficientes para garantir o Frizão nas semifinais. Que assim seja...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Frizão segue firme!

                 

E o Frizão segue firme na caminhada rumo à Copa do Brasil! No último sábado, o Friburguense goleou o Macaé por 4x2, no Eduardo Guinle, avançando na Copa Rio como o melhor time do grupo B. Acima, a matéria sobre a partida que fiz para o Esportes Tv Zoom e para o Zoom Tv Jornal. Edição de Oduvaldo Junior e imagens de Noé Tardin.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Muito / pouco...

Em um campeonato tão equilibrado como o Brasileirão, não se pode dar bobeira. Quem estava parado na esquina há dez rodadas parece retomar o rumo. Quem hoje está por cima amanhã pode cair. Não vamos esquecer de olhar pelo retrovisor, pois três cores que traduzem tradição se aproximam.

Sendo assim, o pouco pode significar muito. O Atlético-GO, por exemplo, precisou de pouco tempo, dez minutos, para fazer dois gols no Botafogo e vencer por 2x0. Aliás...pode parecer muito, mas foi pouco. O Botafogo voltou a apresentar os mesmos problemas de quando joga longe do Engenhão: apatia, marcação frouxa e inoperância. Dessa vez as peças principais não renderam. Maicosuel, Cortês, Herrera, Loco...todos muito mal! Elkeson, longe de ser brilhante, ainda tentou algo. Até Caio Jr. o substituir (???). Enfim, uma atuação abaixo da crítica do alvinegro. Sorte que dos quatro primeiros colocados ninguém venceu. Mas o empate entre Vasco e Corinthians aumentou em mais um pontinho a distância pra liderança. Pouco? Talvez, no fim das contas, seja muito...


A distância do Fluminense para os líderes parecia ser muito grande. Mas depois de boa sequência, o time de Abel Braga encosta. E agora falta pouco, seis pontinhos. Contra o Santos, um grande jogo! Neymar deu show e colocou o Peixe à frente. Mas Rafael Sóbis entrou no segundo tempo e mudou a cara do Fluminense, inclusive marcando o gol da virada. O que parecia tranquilo se complicou com a expulsão de Digão...e lá vem Marcio Rosário pro campo! E o time paulista empata aos 44 do segundo tempo! E agora? Fred? Rafael Sóbis...nãããooo...ele: Marcio Rosário, aos 50 minutos, garantiu a espetacular vitória tricolor por 3x2. O Fluzão chegou...

E chegou devido ao fato de ninguém ter disparado. Bem que o Vasco teve a chance contra o Corinthians. São Januário lotado, Felipe de volta no banco de reservas, dupla de ataque titular em campo...e Vascão na frente, gol de Dedé. Depois do empate corinthiano, a jogada forte cruzmaltina funcionou: tabela entre Fagner e Eder Luis e gol do lateral. No entanto, o Timão foi à luta e buscou a igualdade. De fato, o Corinthians ainda teve um pênalti não marcado a seu favor. E chances para vencer a partida, assim como o Vasco. Mas ficou tudo igual. A vitória, bem como a derrota, não significaria título. Poderia deixar um pouco mais próximo. No entanto, o empate por 2x2 não resolve nada e permite a aproximação de alguns...a dupla Fla-Flu que o diga...

Por falar em Fla, o que era dez jogos sem vencer se transformou em quatro partidas de invencibilidade. Uma vitória maiúscula sobre o São Paulo, 2x1, em pleno Morumbi que estava lotado para ver Luis Fabiano de volta ao tricolor! Mas os torcedores assistiram a um Flamengo bem organizado, marcando de maneira competente e que soube aproveitar a expulsão de Lucas para abrir o placar. Sofreu o empate, perdeu Willians...mas contou com a sorte em chute de Renato Abreu para vencer. Ouso dizer que Rogerio Ceni poderia ter defendido...mas como cobrar? O que ele e Felipe pegaram foi brincadeira! No fim das contas, melhor para o rubro-negro carioca, antes um pouco longe...agora muito mais perto da briga pelo título.

Um pouco mais: Muuuito quente estava em Bangu, no sábado! Nada mais nada menos que 42ºC! E um Friburguense inteligente no primeiro tempo, que contou com a estrela de Ricardinho para abrir o placar. Mas como comentamos...pouco tempo pode valer muito! E apenas 15 minutos da etapa final foram suficientes pro Bangu passar á frente no marcador. E poderia ter feito mais, desperdiçou vários contra ataques. Persistente, o tricolor de Gerson Andreotti foi buscar a virada em dois minutos: aos 40 e 42, com Bidu e Ricardinho – quinto gols do atacante em dois jogos em Moça Bonita neste ano. Vitória por 3x2 que classifica o Frizão para a próxima fase da Copa Rio. Diante do Macaé, no próximo sábado, em Nova Friburgo, a decisão do primeiro lugar do grupo B. Faltam nove jogos para a Copa do Brasil! Muito? Ou pouco?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Swian Eterno...

                           
Minha matéria sobre a homenagem a Swian Zanoni exibida na última segunda-feira, 26 de setembro, no Zoom TV Jornal. Pequena homenagem a um grande ser humano! 
Reportagem: Vinicius Gastim
Imagens: Noe Tardin
Edição: Pablo Pais                                                                                                                             

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Heróis e Vilões...

Da glória à queda, do céu ao inferno, de herói à vilão. Tudo isso em 90 minutos. Será possível? Sim, neste esporte que é paixão mundial...o tal do futebol. E quando um tal de Botafogo entra em campo, a possibilidade de tantas antíteses parece se multiplicar. Diante do São Paulo, no Engenhão, um primeiro tempo perfeito! Impecável na marcação e competente ofensivamente, o Glorioso abriu frente na primeira etapa com dois gols de Loco Abreu, até então o herói alvinegro. Liquidada a fatura? De maneira alguma! O São Paulo voltou voando e o Botafogo parou na etapa final. O domínio tricolor era gritante, quando o Fogão teve a chance de matar o jogo nos pés de Loco Abreu, num rápido contra ataque. Mas aí..o herói virou vilão! O uruguaio perdeu gol i-na-cre-di-tá-vel! E, coincidência ou não, a pressão paulista aumentou. Então entrou em cena o herói Renan: uma defesa espetacular em cabeçada! No entanto, na mesma velocidade em que foi ao céu, desceu ao inferno. Um chute fraco, despretensioso de longe...e o substituto de Jéfferson soltou nos pés do adversário, que mandou para as redes. Daí em diante, apenas um time jogou. E podemos até discutir se foi falta ou não em Lucas, aos 45 da etapa final (acho que não foi). Mas é indiscutível que o gol de Rivaldo refletiu no placar o que foi o jogo. Ah...Rivaldo sairia como herói? Talvez, se não tivesse desperdiçado o gol da virada, aos 48, ao tentar encobrir Renan. E nesta trama envolvendo os mesmos personagens nos papéis de heróis e vilões, um empate que não resolve nada pra ninguém. E deixa um gosto amargo para os alvinegros, que estiveram tão perto da glória e sofreram, na última hora, a queda...

Cruzeiro 0x3 Vasco: E o trem bala passeou em Minas Gerais sob comando de Diego Souza! Um show do camisa 10 vascaíno, que balançou as redes três vês – e no último gol...uma pintura! O Cruzeiro pode não viver seus melhores dias – e de fato não vive. Mas não é para qualquer um vencer a Raposa em casa dessa maneira, com tamanha propriedade. É para poucos! Para quem conseguiu superar a ausência de Eder Luis e sua velocidade com inteligência. Para quem teve Juninho Pernambucano comandando o meio-campo. Para quem teve Diego Showza em dia inspirado! Para quem prova a cada rodada que o sonho de ser campeão é viável. O Vasco venceu, convenceu e abriu frente na ponta!

Flamengo 2x1 América-MG: Chega de jejum! Depois de 10 partidas sem vencer, o Flamengo derrotou o América-MG no Engenhão...ainda que sem Ronaldinho Gaucho e sem brilho! Arrisco dizer que, se o America fosse uma equipe um pouco mais qualificada, sairia do Rio de Jeneiro com os três pontos. O Coelho não aproveitou a desorganização do rubro-negro na primeira etapa. Sim...até fez um gol...mas não liquidou a fatura (não é, Kempes?). No segundo tempo, Luxemburgo mexeu e o Fla melhorou. Thomáz entrou bem, Diego Mauricio melhor ainda e o Mengão chegou à vitória de virada aos 43 minutos. Tá certo que o gol de Thiago Neves foi ilegal...mas o fato é que o Flamengo reencontrou o caminho das vitórias. Quem sabe, a partir de agora, recuperar o rumo...

Atlético-PR 1x1 Fluminense: Foi na última hora, aos 47 do segundo tempo! O Fluminense arrancou um empatezinho com o Atlético-PR, na Arena, suficiente pra manter o tricolor carioca no G-5. Poderia ter sido melhor, mas nosso querido Abel Braga tratou de complicar. Entrou em campo com três volantes e Marquinho na criação, deixando Lanzini e Deco no banco. Ah...o resultado foi um time sem criatividade alguma na primeira etapa e que saiu no lucro, com Diego Cavallieri defendo penalidade. No segundo tempo, Furacão na frente com Paulo Baier – como gosta de fazer gols em times cariocas! – e um Flu persistente, com um homem a mais durante boa parte do tempo. O gol de Fred, batendo pênalti, gerou revolta por parte dos atleticanos. Mas que houve penalidade, houve. Podemos discutir se há ou não lances semelhantes durante o jogo. E de fato há! Porém, esse lance foi visto e bem assinalado. O Fluzão agradece.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Loca Magia...

Uma vitória de respeito! Pra mostrar que o Botafogo não está para brincadeira e vai brigar pelo título. O Glorioso, forte no Engenhão, enfim conseguiu vencer longe do Rio de Janeiro. Agora 3º colocado, pode chegar ao topo no fim de semana. E com um jogo a menos. O Fogão, contudo, esteve longe de ser aquele time que parte pra cima e toma a iniciativa do jogo quando atua em casa. Pelo contrário. Na etapa inicial, foram 11 chutes ao gol de Jéfferson, enquanto o alvinegro finalizou apenas uma à meta de Victor. No entanto, a mistura de sorte e competência deu resultados no segundo tempo. A minha crítica quanto às alterações de Caio Jr. contra o Flamengo se transformam em elogios desta vez. O treinador acertou a equipe no intervalo, ao promover as entradas de Alessandro e Felipe Menezes nas vagas de Lucas e Herrera. Com a mudança na lateral, o Botafogo conseguiu bloquear a jogada forte do Grêmio, com Julio Cesar e Douglas pela esquerda. Com Felipe no meio, Elkeson passou a ocupar o lado direito e Maicosuel o esquerdo. Com isso, a bagunça no meio-campo foi organizada e o Bota equilibrou as ações. No talento de Maicosuel – uma das melhores figuras em campo - e faro de artilheiro de Loco Abreu, o time da Estrela Solitária achou o gol e foi competente para segurar o resultado. Aliás, Jéfferson mostrou porque é goleiro de Seleção...a defesa no chute de Douglas, que quase o pegou no contrapé foi brincadeira! Bem postado, apesar de alguns clarões no meio-campo, o alvinegro segurou as pontas e os pontas gaúchos, saindo do Olímpico com três pontos. Na última vez em que isso aconteceu, no ano de 1995, o Botafogo foi campeão brasileiro. Pode ser coincidência...mas se tratando de Botafogo, que ninguém duvide desta Loca Magia...

Vasco 1x1 Atlético-GO: Sim...o Vasco somou mais um ponto e se isolou na liderança, um ponto à frente do São Paulo. Mas não dá pra considerar o empate contra o Atletico-GO, em São Januário, um bom resultado. E o alerta havia sido dado...o Dragão, até então, tinha 70% de aproveitamento desde que Helio dos Anjos assumiu. Em nove jogos, o time de Goiás havia perdido apenas um e vencido cinco. Eficiência comprovada ao abrir o placar, quando o Vasco era melhor. No entanto, o gol de Diego Souza tranquilizou os quase 20 mil presentes na Colina. E pelo lado direito, em jogada de Fagner, principal opção ofensiva da equipe de Cristóvão Borges. Mas se engana quem pensa em domínio do Gigante após o empate. O segundo tempo foi lá e cá! Fernando Prass fez, pelo menos, seis defesas difíceis. No fim das contas, um resultado justo. Nem tão bom assim para o Vasco. Mas nem tão ruim.

Atlético-MG 1x1 Flamengo: Nada resolvido! O empate na Arena do Jacaré mantém o Atlético-MG na zona de rebaixamento e aumenta o jejum do Flamengo para dez jogos sem vitórias. Foi daqueles jogos em que os dois times querem vencer, mas têm medo de perder. O peso de vencer e perder é dobrado quando a pressão é grande. Por isso, um jogo truncado. O Galo saiu na frente com gol de falta. E o Flamengo acordou quando Ronaldinho Gaúcho passou a jogar. O camisa 10 fez o tento de empate e presenteou a todos que assistiam à partida com passes geniais. Num deles, o Mengão poderia ter alcançado a vitória, como no cruzamento para Leo Moura defendido brilhantemente por Renan Ribeiro. Mas a “Ronaldinho-dependência é perigosa. Muito pouco pra quem ainda sonha ser campeão brasileiro. Na próxima rodada, contra o América-MG, o Fla não terá o Gaúcho, suspenso. E agora, Luxemburgo?

Fluminense 3x1 Avaí: Dever de casa feito e vaga no G-5 assegurada. O Fluminense venceu o Avaí e voltou a mostrar organização tática, disposição e empenho. Abriu o placar com Fred rapidamente e levou um susto com semelhante rapidez, três minutos depois, quando o time visitante empatou. Passou à frente com Fred novamente. Gol irregular, é verdade. Mas que premiou a equipe que mais buscava o ataque. Ironicamente, a vantagem fez o Flu se acomodar e o Avaí incomodar. No entanto, dois personagens roubaram a cena na etapa final. O argentino Martinuccio marcou o primeiro tento com a camisa tricolor. E o passe foi de Deco, retornando após 13 rodadas afastado por lesão. O luso-brasileiro mostrou que pode ser útil a Abel Braga. E que realmente seja. Deco é ótimo jogador e pessoa de muito caráter. O Fluminense sobe...e no momento decisivo do campeonato.

Um pouco mais: E as convocações de Mano Menezes para o superclássico e amistoso contra Costa Rica e México foram anunciadas. Para enfrentar a Argentina, algumas justas lembranças como o meia Elkeson. Borges e Diego Souza vão no embalo do bom momento de suas equipes. Agora...Ralf e Paulinho...bem, deixa pra lá. Para os amistosos, Elias (Ai!), Jonas (Ui!) e Kleber, do Porto. Quem? Pois é! Sem comentários...