sexta-feira, 30 de abril de 2010

"Friburguense, orgulho de nossa terra"


Foram 13 anos de um belo sonho. Duas semifinais de turno, participação na Copa do Brasil - enfrentando, inclusive, o Internacional que seria campeão do mundo em 2006 (no Eduardo Guinle, empate por 1x1!). Temido pelos grandes clubes no Estádio Eduardo Guinle. A pedra no sapato do Botafogo por diversas oportunidades. Infelizmente, o Friburguense cai da cama e acorda rebaixado para a segunda divisão do futebol carioca. A derrota por 2x0 para o Duque de Caxias interrompeu mais de uma década entre os principais clubes do Rio de Janeiro. Não é hora de eleger culpados e vilões. Que o time deixou a desejar nas partidas em casa, onde só venceu uma vez, todos sabem. O que poucos têm conhecimento é da luta de Siqueirinha e da diretoria tricolor por todos esses anos. Na edição de 2010, o Frizão contava com o menor orçamento dentre os times da primeira divisão, menor até que alguns de divisões inferiores. Um clube que lutou e luta sozinho, com as próprias forças, sem apoio algum. O valor pago pelo principal patrocinador, por ano, não quita um mês de salários sequer! O triangular da morte gerou despesas extras, que não constavam no planejamento. Por todas as dificuldades, luta e dedicação de todos os dirigentes, dos jogadores mais experientes - muitas vezes criticados - o Friburguense não merecia e nem merece ser rebaixado. Mas, aconteceu. É hora de rever os erros, acertos e planejar o futuro. A possibilidade de um CT é real, o que ajudaria muito em termos de estrutura, formação de jogadores e atração de investidores. Hoje, o céu nublado de Nova Friburgo revela o sentimento de todos nós, friburguenses. Mas depois da tempestade, sempre vem o Sol. Cair, todos caem. Mas só os gigantes têm forças para se reerguer. E, ao longo destes 30 anos de história, o Friburguense se mostrou capaz de fazer isso como poucos. Por isso, o pesadelo da Série B é passageiro. Dentro de pouco tempo, o Frizão voltará a figurar entre os grandes do estado. E não importa a divisão. O Friburguense será, eternamente, o orgulho de nossa terra.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Papai Joel não é bobo...


No sábado, podemos dizer que o Botafogo ganhou mais uma decisão do Flamengo. Joel Santana recusou proposta rubro-negra e permanece no comando do Glorioso. Carismático, o treinador afirmou que a ética, o amor ao clube e a chantagem emocional de Loco Abreu, Leandro Guerreiro, Lucio Flavio e de seus "filhos", Caio e Somalia, pesaram na deicisão de ficar em General Severiano. Que todos esses fatores pesaram, não há dúvidas. Mas papai Joel, de bobo, não tem nada. Pelo contrário. No Botafogo, Joel foi bem recebido, conhece os jogadores e tem o grupo nas mãos. Sobretudo, sabe que, com o elenco que tem e a realidade financeira do Fogão, uma boa campanha (quem sabe até uma vaga na Libertadores) serão suficientes para dizer, no fim do ano, que a missão está cumprida. Por outro lado, assumir o Flamengo hoje, em chamas e com rachas no elenco, às vésperas de um duelo de oitavas-de-final contra o Corinthians, onde uma eliminação aumentará a pressão que já é enorme, seria um grande risco e uma possibilidade concreta de apagar tudo o que fez no primeiro semestre no Botafogo. Joel correria o risco de ser lembrado, não pelo título do Carioca, mas pelo fracasso na Libertadores e uma possível má campanha no Brasileirão, já que o campeão da edição anterior sempre entra com uma responsabilidade e cobrança maior por parte dos torcedores. Portanto, ao rejeitar o Flamengo e permanecer no Botafogo, Joel trocou o duvidoso pelo certo. Não arranhou sua imagem com a galera do Fogão, ao contrário, reforçou sua idolatria. E agora terá mais um desafio pela frente: levar o desacreditado Botafogo ao topo do Brasil. Difícil? Sim, e muito. Mas que ninguém duvide dele e sua prancheta. A nação alvinegra confia em você, Papai Joel!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Obrigado por existir, Botafogo!


"O Botafogo é uma predestinação celestial". Sábio Mestre Armando Nogueira! Um título profetizado há 21 anos atrás, em filme dos trapalhões, no ano de 1989, quando o Glorioso quebrava a escrita de 21 anos sem conquistas. Estava escrito nas estrelas que 2010 seria da Estrela. Solitária, mas acompanhada por milhões de apaixonados. Foi bem ao estilo Botafogo. Sofrido, suado, emocionante. Apaixonante. Foram 3 longos anos de espera, humilhações e menosprezo. Até a torcida alvinegra enlouquecer novamente nos pés de Loco Abreu, com gol chorado de pênalti. A paradinha que parou com essa história de vice. Na raça de Herrera, nos braços de Jéfferson( São Jéfferson!) e nas estrelas de Caio e Joel Santana. Um time que não ganhou nenhum clássico nas fases classificatórias, mas que venceu todos os rivais nos momentos decisivos. Um título mais valioso do que se tivesse conquistado os outros três perdidos. O Botafogo sabe, como ninguém, ganhar um título, valorizar e eternizar uma simples conquista. Sabe como sugar o amor de seus torcedores até o último lance, como fora no chute de Vagner Love, defendido por Jéfferson. Sabe provocar amor e ódio em seus torcedores em apenas 90 minutos. Sabe e soube superar goleadas, eliminações e pressões da mídia, dizendo ser a quarta força do Rio. Pois bem, hoje o torcedor botafoguense acordou de alma lavada, graças a um time que tem, ao contrario dos últimos, espírito de campeão. Neste 19/04/2010, a conta é simples: 19° título, após quarta final seguida contra o Flamengo. O ano, 2010. 20+10 = 30. Herrera 17 + Loco Abreu 13 = 30. Seria uma coincidência? Não mesmo. Este é o Glorioso Botafogo de Futebol e Regatas. Parabéns guerreiros, parabéns papai Joel, parabéns Nação Alvinegra. Um título incontestável, imcomparável e inconfundível. Obrigado por existir, Botafogo!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

E se o Botafogo for vice de novo?


Três anos consucutivos. Três finais entre Botafogo e Flamengo. Três vitórias rubro-negras. O tri-vice campeonato para o maior rival, o episódio do chororô, não saem da cabeça de nenhum torcedor alvinegro. O sentimento contagia até os jogadores, mesmo os recém-chegados. Pois bem, neste domingo teremos a quarta decisão entre os rivais. Para o Botafogo, basta vencer e levar o caneco. Ao Flamengo, resta a vitória para provocar mais dois jogos. O Mengão busca o oitavo título carioca nas últimas doze edições do torneio. O Glorioso vai além da busca de mais uma conquista: o Fogão luta por sua honra, por sua história gloriosa, por seus calejados, mas fiéis torcedores. O Botafogo sempre foi e será assim: um time confiável em que não se pode confiar, uma boa equipe com várias deficiências, um gigante que às vezes se apequena. Basta tomar como exemplo este semestre: um time que não venceu nenhum clássico na fase classificatória, mas que derrotou todos os rivais nos momentos decisivos; finalista da Taça Guanabara( e campeão), da Taça Rio, do Carioca e eliminado, em casa, pelo Santa Cruz na Copa do Brasil. Um clube incompreensível e inexplicável, que desperta em seus torcedores as mais diversas emoções. Uma relação de amor e ódio, de alegria e de tristezas, mas nunca de desistência. A cada derrota, o amor aumenta, a vontade de vencer triplica e o Glorioso cresce. Como explicar o aumento no número de torcedores, mesmo com 21 anos em jejum de títulos? Não existe resposta. Existe, sim, um sentimento que incendeia o coração de cada um dos cerca de 7 milhões de alvinegros espalhados por todo o mundo e aumenta a cada derrota, a cada vitória, a cada conquista, a cada vexame. Domingo, mais uma decisão, dentre outras tantas disputadas e que estão por vir ao longo do tempo. Se for campeão, será merecido, pela superação demonstrada pelo time de Joel Santana ao longo da competição. Essa é a hora do Botafogo. Mas se perder a Taça Rio e o Carioca, for vice pela quarta vez...ah, se perder...e daí? No dia 7 de Maio, estaremos no Engenhão, iniciando uma nova caminhada, contra o Santos, pelo Brasileirão de 2010, de cabeça erguida, vestindo a camisa alvinegra e prontos para continuar escrevendo esta história de suspense, terror, comédia, conquistas, mas, sobretudo, de uma paixão centenária.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Fluminense / Unimed: quem lucra?


Fred+Conca+Diguinho+Julio Cesar = toda a folha salarial do Botafogo. No entanto, o Glorioso está na final e o Tricolor, fora. De novo. Mas a explicação para o insucesso do Flu vai além desta simples partida, dos lances polêmicos envolvidos e tudo mais. E também não é o único fracasso. Em 1999, o Fluminense voltava a integrar a elite do futebol brasileiro, após virada de mesa. Em 2000, o início da parceria com a Unimed. Um contrato complicado, nada claro e que não é cumprido da forma correta. A empresa de planos de saúde, neste período, cresceu e se expandiu por todo o país, registrando lucros e mais lucros. E o Fluminense? Bem, dois títulos cariocas, uma Copa do Brasil e...nada mais. Um vice-campeonato da Libertadores,um vice da Sul-americana e outro da Copa do Brasil. Muita pôlemica, jogadores caríssimos e com salário em dia, enquanto os jogadores pagos pelo clube tinham seus vencimentos atrasados, salários absurdos( como os 500 mil mensais pagos a Carlos Alberto Parreira) e um jejum de 7 anos sem sequer chegar a uma decisão de Campeonato Carioca, completados no último domingo. O Tricolor das Laranjeiras precisa rever a parceria com urgência. As contratações são feitas pensando, não em montar um grande time, mas em retorno de mídia. Exemplo claro, a Libertadores de 2008: Flu tinha Leandro Amaral, Dodô e Washington no ataque e Luiz Alberto na defesa- sorte que ao lado dele tinha o Thiago Silva. No ano passado, fugiu do rebaixamento na última rodada, tendo em seu ataque um jogador com salário em torno de 500 mil reais, o Fred. Não desmerecendo a brilhante reação tricolor, mas o Fluminense é muito grande para se contentar com escapar do rebaixamento. Restam agora a Copa do Brasil e o Brasileirão. Certamente, virão contratações de impacto-fala-se em Grafite, Tinga, Riquelme. Mas, tenho certeza que a torcida tricolor prefere um time modesto campeão. Não que seja ruim contar com jogadores de nível e status em seu elenco. Mas só serão lembradas daqui a 20 anos, as conquistas. Os jogadores, somente se as conseguirem. Portanto, ou a parceria é revista, ou o plano de saúde continuará a ser a maior doença do Fluminense.

domingo, 11 de abril de 2010

Botafogo 2010: raça, sorte e Caio...


Raça, sorte e Caio. Esse é o Botafogo 2010: campeão da Taça Guanabara, finalista da Taça Rio e a uma vitória de ser campeão carioca direto, sem necessidade de decisão, algo que não acontece desde 1998. No primeiro tempo, sorte. Como assim sorte, se a primeira etapa terminou 2x1 para o Fluminense? Pois poderia ter sido, no mínimo, três. O exemplo mais claro foi o pênalti perdido por Fred( craque, diferenciado...joga fácil!). Papai Joel escalou mal o Fogão, optando por Tulio Souza( pelo amor de Deus, até quando ele vai ter oportunidade para mostrar que não joga nada?), Somalia na esquerda e Alessandro na direita. O Glorioso não criou uma jogada sequer, foi sufocado pelo tricolor. O gol alvinegro surgiu de bola parada e no talento de Loco Abreu( não existe hoje no futebol brasileiro, e talvez mundial, alguém com tanta precisão cabeceio). Foi só. De resto, só deu Flu e Fred, que marcou dois gols de quem sabe jogar futebol. Chegamos à etapa final. Joel saca Tulio Souza e Sandro Silva e coloca Caio e Edno. Com eles, o Fogão ganhou força ofensiva e não perdeu nada defensivamente; o Bota passou a jogar de forma mais compacta, com raça e disposição, com alma. O empate com gol de Fahel premiou o esforço alvinegro, mas ainda faltava um dos pilares do Fogão 2010 aparecer. Não demorou. Caio, aproveitando rebote da defesa tricolor, de fora da área, mandou no canto direito de Rafael. Sim, Herrera estava em posição irregular e participou do lance. No entanto, raça+sorte+Caio = finalista de novo!! Parabéns Glorioso Botafogo..."esse é o Botafogo que eu gosto, esse é o Botafogo que eu conheço..." há três anos esperando esse momento, meu Deus! Se semana que vem eu festejar, é porque eu mereço!

terça-feira, 6 de abril de 2010

13 anos em 4 jogos...


A partir deste sabado, um triangular definirá o time que fará companhia ao Tigres na segunda divisão do Campeonato Carioca em 2011. Resende e Duque de Caxias se enfrentam na primeira rodada, com o Frizão entrando em campo na quarta feira, dia 14, às 15:30, contra o Resende, fora de casa. Os quatro jogos não valem apenas a permanência do Friburguense na elite do futebol carioca. Mas sim, um trabalho de 13 anos, com muito suor para manter o tricolor serrano na primeira divisão ( sendo, depois do Americano, o time com maior sequência de anos na elite). Desde 1997, Siqueirinha se esforça e faz mágica com um orçamento limitadíssimo( o menor entre os times que disputam o Carioca), menor até do que alguns times da segunda divisão. A falta de apoio financeiro das empresas friburguenses e da região, da própria prefeitura e dos torcedores, que cada vez mais comparecem em menor número, dificultam a montagem e manutenção de um elenco minimamente forte. A média de público é cerca de 400 torcedores por partida, um número insignificante para uma cidade com 200 mil habitantes, que tem somente um time e um estádio de fácil acesso. Em termos de folha salarial, para se ter uma idéia, Marcelo Ramos e Alex Oliveira, do Madureira, ganham juntos o equivalente aos salários de todo o elenco do time da serra. Mesmo com todas as dificuldades, acredito na permanência do Friburguense, pois tem um time melhor que o Resende e provou no duelo com o Duque de Caxias, quando abusou de perder gols, que tem plenas condições de vencer o time da baixada. E que essa peramnência possa significar um maior apoio daqui em diante, para que o Frizão possa voltar a ser um time temido até pelos grandes, como já fora em outras épocas...

A tabela do triangular:

10/04/2010 (sábado)(15:30) Duque de Caxias X Resende - Estádio Romário de Souza Farias
14/04/2010 (quarta)(15:30) Resende X Friburguense - Estádio Municipal do Trabalhador
17/04/2010 (sábado)(15:30) Friburguense X Duque de Caxias - Estádio Eduardo Guinle
21/04/2010 (quarta)(15:30) Resende X Duque de Caxias - Estádio Municipal do Trabalhador
24/04/2010 (sábado)(15:30) Friburguense X Resende - Estádio Eduardo Guinle
28/04/2010 (quarta)(15:30) Duque de Caxias X Friburguense - Estádio Romário de Souza Farias

sábado, 3 de abril de 2010

Palpites da última rodada: Frizão não cai!

Amanhã, teremos a última rodada do campeonato carioca de 2010, restando apenas as disputas das semifinais e final. Minha grande aposta é na permanência do Friburguense na primeira divisão do Rio de Janeiro...Marcão vai pegar até pensamento e o tricolor serrano arrancará um empate, suficiente para permanecer na elite do futebol carioca, onde está desde 1997. Aqui vão meus palpites( o Mdureira venceu o Olaria por 2x1, antes da minha postagem...aí, não vale né?):

Fluminense 3 x 1 Macaé
Duque de Caxias 0 x 2 Vasco
Americano 1 x 2 Resende
Botafogo 3 x 0 Bangu
América 1 x 1 Volta Redonda
Tigres-RJ 0 x 1 Boavista-RJ
Friburguense 1 x 1 Flamengo

Classificados: Botafogo, Vasco, Flamengo e Fluminense ( essa qualquer um acerta...)
Rebaixados: Americano e Tigres

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Outro vexame: o dia em que os heróis foram vilões...


Mais uma eliminação, mais um vexame. Este é o Botafogo que eu conheço, mas não é o Botafogo que eu gosto. No dia 1° de Abril, é realmente difícil acreditar em um eliminação do jeito que aconteceu, com uma atuação pífia, sendo dominado inteiramente pelo Santa Cruz, com todo o respeito à sua bela história, time da quarta divisão do futebol nacional. Nos cabe buscar explicações e culpados que, em minha opinião, se traduzem, não exclusivamente( pois todo o time foi mal), em dois: os antes heróis e ontem vilões, Jéfferson e Joel Santana. Explico. O erro começou na escalação do Botafogo. Na vaga de Sandro Silva, suspenso, Joel optou por colocar Eduardo. Ah
professor...Eduardo de novo? Ninguém aguenta mais a sua inoperância e sua "marra". Quantas oportunidades esse rapaz já teve no Botafogo e não correspondeu? Pois ontem, a história se repetiu. Pois bem, vamos em ordem cronológica dos fatos que culminaram no desastre. Um chute despretencioso de longe e nosso Jéfferson aceitou. Tudo bem, vida de goleiro, acontece. Mas o gol já revelava o quanto era fácil chegar próximo à área alvinegra. Tempos depois, o empate com o raçudo Herrera( esse sim, merece todo o reconhecimento da nação botafoguense). No fim da primeira etapa, pênalti para o Santa: Jéfferson defendeu...instisfeito com o rendimento do time( não era para menos), papai Joel tirou Eduardo para colocar o Caio. Aí que acabou mesmo! O Fogão perdeu todo o seu meio campo e o Santa Cruz passou a dominar o jogo, como já fizera no Arruda, com extrema facilidade para chegar próximo à grande área do Glorioso. Piorou ainda mais com a saída do Lucio Flavio, que vinha bem, para entrada do Edno. Pois o Santa Cruz a essas alturas já vencia por 2x1, em outra falha do goleirão alvinegro. Herrera, como sempre ele, empatou com belo gol aos 40 minutos. Mas, para o Botafogo, só acaba quando termina...aos 44, o castigo para o Fogão e o prêmio à valentia e melhor futebol do Santa Cruz: confusão na área, que resultou no gol da classificação pernambucana e eliminação do Bota na segunda fase, pela 9ª vez em sua história. Triste realidade: finalista do Carioca, eliminado da Copa do Brasil na segunda fase. Libertadores? Só através do Brasileirão...como há coisas que só acontecem ao Botafogo, quem sabe...