sábado, 31 de julho de 2010

Allez les Bleus!


Após o vexame na Copa do Mundo da África do Sul, a França, como já comentamos aqui e todos sabem, precisa passar por um processo de renovação. Jogadores como Henry, Anelka, Gallas, Govou e outros perderam totalmente a motivação em defender a Seleção Francesa. E outra: nenhum torcedor francês não mais suporta vê-los com a camisa azul, colecionando fracassos e decepções. Basta lembrar a forma como se classificaram para o Mundial, com aquela mãozinha de Thierry Henry, o que gerou antipatia do resto do mundo com a França, que já não é das Seleções mais simpáticas. Depois, a despedida da Copa na fase de grupos marcando apenas um gol e sem vencer nenhuma partida.

Mas a agonia dos azuis, de certa forma, deu lugar à esperança. O time sub-19 da França conquistou ontem o Europeu da categoria, após vencer a Espanha, por 2x1, na grande final. Reparem que não foi contra qualquer adversário. Os espanhóis (do EzequiEl Loquito!) realizam um trabalho nas divisões de base incomparável. O resultado, o Mundo todo viu: a conquista da Copa do Mundo com um time, em sua maioria, de jovens e talentosos jogadores. Basta observar como os veículos noticiaram a conquista: destacando mais a derrota da Espanha que a vitória da França. Por tudo isso, o título, conquistado em casa, renova as expectativas do país sobre o futuro do futebol francês. E permite sonhar com um melhor desempenho na Copa do Mundo de 2014. Basta ter visão, coragem e ousadia. A Alemanha provou que pode dar certo. Brasil, Itália e a própria França atestaram que a teimosia e o medo de renovar não levam a lugar algum. Parabéns, França...que essa nova geração possa resgatar o orgulho de uma nação ferida, quando o assunto é futebol. Allez les Bleus!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Palpites do fim de semana...

Jogos de amanhã:

Atlético-GO 1x1 Guarani: jogo pra empate.

São Paulo 1x2 Ceará: em má fase e com a cabeça nas semifinais da Libertadores, tricolor paulista perde em casa pro surpeendente Ceará.

Fluminense 2x0 Atlético-PR: apesar da dificuldade histórica em vencer o Furacão no Maracanã - quatro derrotas, três vitórias e um empate -, Flu vence e Washington marca em sua reestréia.

Jogos de domingo:

Avaí 2x0 Goiás: vitória do time catarinense sobre o Goiás, sem Romerito, Rafael Moura e o técnico Leão, suspensos pelo papelão de agredir repórteres.

Palmeiras 2x2 Corinthians: na estréia de Adilson Batista no comando do Timão, empate contra o Palmeiras de Felipão. Não será desta vez a primeira vitória de Scolari à frente do Verdão.

Internacional 1x1 Grêmio: empate entre o mistão Colorado e o pressionado Grêmio no Gre-Nal.

Vitória 0x3 Botafogo: não se assustem com o meu placar. É apenas um palpite, mas acho que a Magia alvinegra está de volta e ela fará a diferença no Barradão. Ainda sem o toque de Loucura...

Prudente 1x2 Santos: o jogo da redenção de Neymar e vitória do Peixe.

Atlético-MG 2x2 Cruzeiro: mais um clássico, mais um empate. Longe do Mineirão, o clássico mineiro não é a mesma coisa...

Flamengo 1x2 Vasco: esse clássico sim, tem favotrito e acho que terá vencedor. O Flamengo, que deve ter Val Baiano iniciando no time titular, ainda sofre da Petdependência e o desempenho rubro-negro passa pela inspiração do Sérvio. O Vasco, por sua vez, estréia seus reforços - Felipe e Zé Roberto -, conta com a volta de Carlos Alberto (provavelmente no banco) e a opção de Eder Luis. Além disso, o time de PC Gusmão vive sua melhor fase no Brasileirão, invicto após a Copa do Mundo. Por tudo isso, aposto em vitória cruzmaltina. Mas "clássico é clássico. E vice-versa"..

quinta-feira, 29 de julho de 2010

"Os melhores jogadores de todos os tempos da última semana"...


Neste sábado, aqui em Nova Friburgo, a banda Titãs se apresenta no Festival de Inverno. Eu, como grande fã de suas músicas, estarei no Country Clube para curtir e apreciar o show. Mas o assunto deste post não é Titãs, música ou show. Apenas inspirado pela presença do grupo em Friburgo, aproveito um de seus sucessos - "A melhor banda de todos os tempos da última semana" - para comentar as contratações de Washington e Leandro Amaral, por Fluminense e Flamengo.

Washington parece ser um bom reforço para o Fluminense. Identificado com a torcida tricolor, o atacante participou da campanha do vice campeonato da Libertadores, em 2008. Naquela temporada, em 56 jogos, marcou 37 gols. Mas é preciso que esteja motivado e jogando pra render o que se espera dele. Não adianta tê-lo somente como opção no banco de reservas, pois sua insatisfação vai refletir em mau futebol dentro de campo. No Flu, Washington chega para cobrir as seguidas lesões de Fred. Aliás, uma pena, pois Fred tem bola pra ser o camisa nove da Seleção Brasileira. Mas as contusões não permitem ao atacante uma sequência de partidas e ritmo de jogo ideal.

Leandro Amaral teve sua melhor fase com a camisa do Vasco. No Fluminense, onde foi companheiro de Washington, oscilou bons e maus momentos. Sofreu uma lesão, a princípio, 'comum', que o afastaria dos gramados por um mês. Mas a contusão se complicou e o atacante teve de parar por seis meses. Recuperado, Leandro Amaral ganha oportunidade no Flamengo, com o aval de Zico. Uma contratação de imediatismo, uma resposta urgente aos problemas que o Fla tem em seu ataque e à falta de opções no mercado. Aliás, repor jogadores do nível de Adriano e Love no meio de uma temporada e com o Mercado Europeu aberto, é muito difícil. Portanto, Leandro chega para tentar amenizar os problemas do ataque rubro-negro e recuperar seu espaço no cenário do futebol nacional. Se vai dar certo? Pode ser que sim, pode ser que não. Só o tempo nos dirá...

Falando em tempo...é incrível como de uma hora pra outra o jogador, antes esquecido, se transforma em solução. Washington e Leandro Amaral, por exemplo, são velhos conhecidos do torcedor carioca. Sem prestígio em seus últimos clubes, chegam como esperança de solucionar os problemas de Flu e Fla. Aí sim, eu lembro dos Titãs...adaptando um de seus sucessos ao assunto, poderiamos cantar "Os melhores jogadores de todos os tempos da última semana"...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

EzequiEl Loquito?



Loco Abreu, atacante e ídolo da Seleção uruguaia e do Botafogo, parece estar fazendo escola quando o assunto é cobrança de pênalti diferente. Diferente? Está mais pra louca e inusutada. Ezequiel Calvente é jogador das divisões de base do Betis. Mas foi atuando pela Seleção sub-19 da Espanha, no Campeonato Europeu da categoria, que Ezequiel chamou a atenção. O jogo era entre Espanha e Itália e o placar marcava 2x0 para a Fúria. Foi quando o meia invadiu a área e sofreu o pênalti. Repare como ele implora ao companheiro para cobrar. A loucura já estava premeditada. Ezequiel repetiu a cobrança de Thierry Henry em um programa de TV. A diferença é que, desta vez, era dentro das quatro linhas e envolvendo duas Seleções de respeito e disputa de título. A cobrança não agradou aos seus adversários. Mas entrou pra história das penalidades, como mais uma forma 'irreverente' de cobrar. Seria ele o EzequiEl Loquito?

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mandou bem, Mano!


Toda renovação demanda tempo, coragem e competência. Cada um tem sua opinião, concora ou discorda, de acordo com seu modo de pensar. Ontem, em sua apresentação oficial como novo técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes convocou 24 jogadores para o amistoso contra os EUA, dia 10 de Agosto, em Nova Jersey. Destes, 10 nunca vestiram a amarelinha. Apenas 4 estiveram na África do Sul. E outros, foram 'pedidos' por toda a torcida e imprensa, casos de Neymar e Ganso.

Mano Menezes começou bem. O treinador tem uma característica fundamental para dirigir a Seleção em uma Copa do Mundo disputada em casa: o carisma. Simpático, atencioso e educado, mesmo com seu jeito sério de ser e trabalhar, Mano certamente terá a torcida ao seu lado durante o Mundial. Com sua fala mansa e firme, contará com o apoio da grande maioria em suas decisões. Neste aspecto, leva vantagem sobre Muricy Ramalho.

Quanto a lista de ontem, parece ser o início da tão esperada e necessária renovação. Claro, pode ser que nem 10% dos jogadores que estão na lista disputem a Copa de 2014. Mas, por enquanto, isso não faz a menor diferença. O momento é de experimentar, fazer testes e reencontrar a essência do futebol brasileiro: bonito, jogado pra frente e que traga resultados. E podemos esperar isso dos 24 convocados de ontem. Sobra talento, vontade e juventude. A média do time brasileiro caiu em 6 anos (agora, 23 anos), se comparado aos jogadores de Dunga. Aliás, falando em Dunga, Mano Menezes é o seu oposto: costuma dar oportunidades mas, se não agradar, muda. Não como o ex-comandante, que por muito tempo, por exemplo, insistiu em convocar Afonso (lembra? Pois é...) para afrontar a imprensa e contrariar a opinião pública.

Assim como 'pede' uma renovação, tivemos algumas surpresas. Em sua maioria, boas. Se o Botafogo está na primeira divisão este ano e é o atual Campeão Carioca, agradeça a Jéfferson. O goleiro alvinegro ganha uma merceida oportunidade na Seleção e, não me leve a mal, é muito melhor que Victor e Doni, que esteve na África do Sul. Renan, do Avaí, foi chamado pensando nas Olimpíadas de 2012, em Londres. Ponto para Mano Menezes. Rafael está sendo preparado para assumir a vaga de Gary Neville, grande ídolo do Manchester United. Merece ser obsrevado com carinho. O zagueiro David Luiz, do Benfica, joga muito. Quem acompanha futebol português, sabe o que estou falando. Certamente, formará uma excelente dupla com Thiago Silva. Ederson, do Lyon, sinceramente nunca vi jogar. Mas acho que o time francês não pagaria 14 milhões de Euros(!) por um jogador se ele não tivesse qualidade. Vale a pena ficar de olho. Só não gostei muito do Jucilei...prefiro o Elias ou o Willians, do Flamengo - apesar de que este precisa ter mais cabeça, para não se tornar um Felipe Mello da vida. Mas tá bom. Se não houver alguma discórdia, não tem graça. No geral, a convocação agradou. Mandou bem, Mano!

Um pouco mais: para mim, botafoguense assumido e apaixonado - bobeira essa história de jornalista não assumir o time de coração! - a convocação de Jéfferson é motivo de orgulho. O clube que mais cedeu jogadores pra Seleção Brasileira na história das Copas volta a ter um repesentante no time verde amarelo, após 12 anos. Difícil acreditar que, há oito anos atrás, o Botafogo era rebaixado para a segunda divisão do futebol nacional. Em 2003, sentavamos em assentos tubulares no Caio Martins para ver Botafogo e Marília, por exemplo. Hoje, finalista do Campeonato Carioca por cinco anos consecutivos e atual campeão, o Glorioso é dono do Estádio mais moderno da América Latina - o Engenhão. Fechou a contratação de Maicosuel, pagando 12 milhões de reais, dinheiro que era orçamento pro ano todo em 2003. O Botafogo está voltando a ser Botafogo e a convocação de Jéfferson é mais uma prova de que o Fogão volta a ser lembrado e respeitado.

Os 24 convocados de Mano Menezes:

Goleiros: Jéfferson, Renan e Victor.
Laterais: André Santos, Marcelo, Daniel Alves e Rafael.
Zagueiros: Réver, Thiago Silva, David Luiz e Henrique.
Meias:: Jucilei, Sandro, Hernanes, Ederson, Carlos Eduardo, Lucas, Ramires e Ganso.
Atacantes: Robinho, Neymar, André, Alexandre Pato e Diego Tardelli.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Bota foi melhor; faltou Magia...


Um bom jogo, com todos os ingredientes de um grande clássico: clima quente, expulsões, gols e emoção. No fim, um empate que tira a liderança do Fluminense, apesar de manter a invencibilidade de oito jogos, e coloca o Botafogo, há oito partidas sem vencer, na zona de rebaixamento.

Mais uma vez, o Fluminense jogou mal. Apesar de sair vitorioso nas duas últimas rodadas, o time de Muricy Ramalho foi inferior a Santos e Cruzeiro. Ontem, não conseguiu se impor e ameaçou esporadicamente, em lances isolados. Emerson estreou bem, se movimentou, fez gol e foi quem mais incomodou a defesa alvinegra. Beletti, por sua vez, escalado no meio campo, demonstrou estar sem ritmo de jogo. O importante para o Flu foi pontuar, manter a invencibilidade e continuar colado no Corinthians, agora líder do Brasileiro. Mesmo sem ser brilhante, o tricolor consegue os resultados e se mantém na briga pela ponta.

Se alguém esteve mais perto da vitória no jogo de ontem, foi o Botafogo. Mesmo com todas as suas limitações e o já conhecido 'toquinho pro lado', o Glorioso foi ligeiramente melhor no primeiro tempo. Na etapa final, sofreu o gol, é verdade. Mas a partir daí dominou e pressionou o rival. Principalmente, após as saídas de Lucio Flavio (sim, ele estava em campo, acreditem!) e Fahel e as entradas de Caio e Renato Cajá. O empate aconteceu em lance de sorte. E o triunfo não veio porque faltou o algo mais, o jogador diferenciado, alguém pra pegar a bola e decidir. Faltou Magia ao Botafogo...

Internacional 1x0 Flamengo: mesmo com time misto, o Inter é muito forte. Quer dizer, mais ou menos misto. Rafael Sobis e Tinga, por exemplo, ganharão a posição de titular em pouco tempo. Renan é mais goleiro que Abbondanzieri, que só permanece como camisa 1 pelo nome. Se bem que, com Celso Roth, não tem muito disso. A vitória do Colorado aconteceu no golaço de Taison, o jogador com qualidade que falta ao Flamengo. O talento no rubro negro se resume a Petkovic, que ontem não esteve bem, apesar da maior liberdade com a escalação de três volantes. Se analisarmos, nas partidas que venceu pós-Copa, o Fla saiu na frente e segurou o adversário - contra o Avaí, não teve sucesso na sua retranca. As limitações do Flamengo não permitiram uma reação na partida de ontem, nem mesmo com a entrada dos reforços - Val Baiano, Marquinhos e Borja - no segundo tempo. Agora...mais que criticar o Mengo, cabe elogiar o Inter, um dos que melhor se reforçou - se não o melhor - até agora. Pra mim, futuro bi-campeão da América...

Um pouco mais: eu nem queria comentar, devido ao sentimento de revolta que se estende a 190 milhões de brasileiros e fãs de todo o mundo. Mas não poderia deixar passar o absurdo que aconteceu no GP da Alemanha de Fórmula 1. Em entrevistas após a corrida, Felipe Massa tentou amenizar a situação, dizendo que foi decisão prórpia abrir passagem para seu companheiro de equipe, Fernando Alonso. Em 2002, Massa desobedeceu ordens da Sauber, de abrir para o alemão Nick Heidfeld passar e acabou demitido. Mas a mensagem da Ferrari pelo rádio, transmitida ao vivo para todo o mundo, não deixa dúvidas. E não é a primeira vez que isso acontece. Basta lembrar Rubinho Barrichello, em 2002 na Austria, abrindo passagem para Schumacher vencer a corrida. Uma atitude anti desportiva, anti ética e que afasta cada vez mais os fãs de F-1. A impunidade mais uma vez reinará e não será surpresa se o fato acontecer novamente, a qualquer momento. Ou vocês acham que uma punição de 100 mil dólares fará diferença nos cofres da Ferrari? Ou que o presidente da FIA, Jean Todt, que é um dos chefões da equipe italiana, tomará uma atitude mais severa?

sábado, 24 de julho de 2010

Brasil, Mano!



Após o veto do Fluminense em ceder Muricy Ramalho para a Seleção Brasileira, Mano Manezes assume o comando do time brasileiro. Mano começou, de fato, em 2004 no XV de Novembro e levou o clube gaúcho à semi final da Copa do Brasil. Em seu primeiro grande desafio, pegou o Grêmio na segunda divisão e trouxe o tricolor gaúcho de volta à elite do futebol nacional, em 2005. No ano seguinte, com um time modesto, levou o Grêmio à disputa da Libertadores. E, no torneio mais importante das Américas, conseguiu o vice campeonato, sendo derrotado pelo poderoso Boca Juniors na decisão. Além disso, foi bi-campeão gaúcho (2006 e 2007).

No Corinthians, outro bom trabalho. Assim como no Grêmio, tirou o Timão da segunda divisão e conquistou um Campenato Paulista e a Copa do Brasil, levando o clube a disputar a Libertadores. Eliminado pelo Flamengo no torneio, seguiu com a moral e o prestígio intactos. Dois trabalhos parecidos e, podemos dizer, muito bem sucedidos. Só não foi mais longe por falta de condições - tanto Grêmio quanto Corinthians não tinham os jogadores dos sonhos, apesar de alguns muito badalados.

Mano Menezes foi uma excelente escolha. Treinador de pulso firme, inteligente, resultados e, que em relativamente pouco tempo (5 anos), se transformou em um dos principais técnicos do futebol brasileiro. Com mente mais aberta que Dunga, disposto a ouvir opiniões, sem necessariamente segui-las, Mano pode representar a renovação que o Brasil precisa e fazer o time brasileiro jogar como deve: pra frente, bonito, mas com solidez defensiva. Parabéns Corinthians, pela consideração e respeito ao profissional. Assim como quando Luxemburgo e Parreira receberam as propostas (apesar de terem sido outras diretorias), o Timão não criou empecilhos para liberar seu comandante. Parabéns Mano, pela bela merecida oportunidade. Terá o prazer de comandar a Seleção em uma Copa do Mundo jogada no Brasil, honra que só Flávio Rodrigues Costa teve até hoje, em 1950. Mas também terá de suportar a pressão da imprensa e torcedores. E ele já mostrou que sabe e pode. Boa sorte. Brasil, Mano!

Um pouco mais: a atitude do Fluminense em vetar a saída de Muricy Ramalho para assumir a Seleção Brasileira é compreensível, por ter um projeto e contar com o melhor treinador do país no momento. Mas não deixa de ser deselegante. Para qualquer profissional do futebol, chegar à Seleção de seu país representa o ápice de sua carreira. O que causa espanto é a naturalidade da reação de Muricy. Ou está tentando esconder sua insatisfação com a decisão, ou não queria assumir o Brasil agora. A indiferença que demonstrou foi, no mínimo, curiosa. Mas, vida que segue. Se mantiver o nível de seu trabalho, não faltará oportunidade.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Eficiência e estrela. Resultado? Liderança


Contra o Santos, o Fluminense sofreu enorme pressão: um verdadeiro bombardeio ao gol tricolor, com direito a algumas bolas na trave. Resultado? Vitória do Flu, 1x0, em contra ataque executado com perfeição. Ontem, Maracanã com belo público, grande festa e o Cruzeiro como adversário. Em campo, a Raposa dominou a maior parte do jogo e, se não fosse Fernando Henrique, poderia vencer o duelo. Resultado? Nova vitória do Fluminense, 1x0, gol de bola parada e jogo aéreo, características marcantes nos times de Muricy Ramalho. Aliás, o time carioca foi e tem sido, cada vez mais, a cara de Muricy. Não dá na técnica? Não foi possível apresentar um bom futebol? Vai na eficiência. Eficiência esta traduzida em sete jogos de invencibilidade, sendo seis vitórias e um empate. A estrela do treinador parece brilhar mais forte e, mesmo sem jogar bem, o Fluminense vence. Resultado? Liderança do Campeonato Brasileiro, após 4 anos sem estar no topo do Brasil. Claro, o importante é estar na primeira colocação após a última rodada. Mas que ninguém duvide da eficiência e estrela do time de Muricy Ramalho...

Palmeiras 2x2 Botafogo: jogo bom, vários gols e alguns detalhes. O primeiro: o Botafogo jogava bem, apesar de não ameaçar o gol de Marcos, pela conhecida falta de criatividade dos homens de criação - do homem de criação, Lucio Flavio. Mas sofreu um gol de falta, em falha de Jéfferson. Levou o segundo em contra ataque que pegou a defesa desarrumada. Difícil acreditar que o Botafogo reagiria. Aí entra o segundo detalhe: Marcelo Cordeiro, mal no jogo, acertou dois belos cruzamentos. Um na cabeça de Jobson e outro na de Antônio Carlos. Foi o sufuciente para alcançar o empate. Com mais dois detalhes, fecho meu comentário: Fogão motivado, havia empatado há pouco, controlando o jogo e sendo pouco ameaçado pelo Palmeiras. Joel Santana tira Caio e coloca Tulio Souza...preciso falar mais nada! Outro: Jobson jogou muito bem. Correu, driblou, fez gol e incomodou a defesa alviverde. Mas foi expulso injustamente e desfalca o Glorioso no clássico contra o Fluminense. Uma pena...

Um pouco mais: Joel Santana disse já saber quem será o novo treinador da Seleção Brasileira. Falou que está na cara, apesar de não ser Mano Menezes, Felipão ou Muricy Ramalho. Segundo Joel, trabalha fora do Brasil mas não é Autuori, Abel Braga ou Leonardo - segundo o treinador alvinegro, tem que ter bagagem. Se a gente parar pra pensar...sobrou o Parreira! Aí não, né? Joel Santana só pode estar brincando...ou é a CBF que está de brincadeira?

Apenas um palpite sobre o novo comandante brasileiro: Muricy Ramalho!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O retorno em busca do retorno...


Na tarde de ontem, o Friburguense se reapresentou no Estádio Eduardo Guinle. O dia 20 de julho de 2010 pode ficar marcado na história do clube como o retorno em busca do retorno. Ou seja, o elenco retorna das férias e, através de um longo período de treinamentos, passando pela disputa da Copa Rio no próximo mês, tentam levar o Friburguense de volta à elite do Futebol Carioca.

A aposta da direção tricolor é mesclar experiência e juventude. Jogadores como Adriano, Sergio Gomes, Cadão, Bidu e Ziquinha estão mantidos. Outros, que deram certo no Carioca, como Flavinho, Lucas e o meia Marcelo também ficam. O artilheiro Hercules e o goleiro Marcos, além do atacante Kalu e o meia Gleisson, são aguardados nos próximos dias. A eles, se juntam alguns meninos da base: os goleiros Afonso e Luiz Felipe, os zagueiros Clayton e Diego Guerra, que já atuou no time profissional no Carioca, o lateral esquerdo Davi, os meias Zé Victor, Romulo Cabral e Romario e o atacante Paulo Roberto (aquele mesmo que enfrentou o Vasco, em Volta Redonda).

Por enquanto, as novidades são os retornos do atacante Ricardinho e do volante Leomir. Ambos fizeram pré-temporada com o time para o Carioca deste ano, mas foram emprestados ao Barra das Graças, do Mato Grosso, antes do início da competição. O meia Marquinhos, criado nas divisões de base do Fri, retorna e reforça o elenco tricolor, após passagem pelo time de juniores do Botafogo. Outros jogadores, como o zagueiro William, ex-Mesquita, estão treinando e sendo observados, algo que deve acontecer com frequência neste período de preparação.

E assim caminha o Frizão: tabalho árduo, com muitas dificuldades estruturais e financeiras, mas vontade de vencer e retornar para onde não deveria ter saído: a primeira divisão do Campeonato Carioca.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Janela aberta: comemora Vascão!


Depois de algumas idas e vindas, a janela de transferências foi antecipada e aberta. A partir de hoje, os clubes podem inscrever os jogadores vindos do exterior no Brasileirão, sem precisar epserar o dia 3 de Agosto. Para alguns, trata-se de uma virada de mesa, uma quebra de regras. Pra mim, uma atitude sensata, na qual todos estiveram de acordo. Afinal, os salários - alguns altíssimos - já estão sendo pagos e os clubes esperam pelo retorno ao investimento.

No Rio de Janerio, o Fluminense já poderá contar com o lateral Belletti. Experiente e contestado por muitos, tem curriculo invejavel: jogou em clubes como Chelsea e Barcelona, ganhou uma Copa do Mundo, é bicampeão inglês e campeão espanhol. Marcou o gol da virada e do título da Liga dos Campeões pelo Barça em 2006, após entrar no segundo tempo. Craque? Não, longe disso. Mas tem estrela e "cheiro" de título. O Botafogo corre para regularizar Maicossuel, a tempo de estrear no clássico contra o Flu. Ou melhor...corre para efetuar o pagamento, que ainda não foi feito, motivo pelo qual o Mago ainda não foi apresentado oficialmente. Para o Flamengo, tanto faz como tanto fez. Jean ainda está mal fisicamente. Val Baiano, fora de forma. E Renato Abreu, principal reforço até o momento, só se apresenta em Agosto, após o término de seu contrato com o atual clube.

Quem tem motivos para comemorar é o Vasco. Carlos Alberto, Zé Roberto, Eder Luis, Felipe, Irrazabal e Felipe Bastos podem jogar. E entrarão no momento de ascenção do time no Campeonato Brasileiro. No retorno da Copa do Mundo, o Vasco somou 4 pontos em dois jogos. Antes da Copa, apenas 5 em 7 partidas. PC Gusmão começa a implantar sua filosofia e, como já comentamos, deu uma boa melhorada na defesa, principalmente na sobra. Por falar em PC, a troca de comando foi benéfica para o Vasco, como disse aqui algumas vezes. E isso deve ficar mais claro com a possibilidade de utilizar os reforços. Gusmão sabe como montar um time equilibrado e ofensivo ao mesmo tempo. Por isso, saberá como utilizar as novas peças de modo mais eficiente que Roth. Apenas uma opinião, que tem se confirmado na melhora do time cruzmaltino...

Um pouco mais: até o próximo domingo, segundo informações, a CBF deve anunciar o nome do novo técnico da Seleção Brasileira. Para o amistoso contra os EUA, apenas jogadores que atuam no Brasil serão convocados. Por isso, a antecipação da abertura da janela de transeferências. Incrível: quando a CBF quer, as coisas acontecem rápido, sempre colocando seus interesses à frente de tudo. Espero que não queiram um novo Dunga no comando da Seleção...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

E o Flu chegou...


A festa estava preparada: Ganso, Neymar, André e o retorno de Robinho, após a Copa do Mundo. Mas o convidado não foi nada educado e estragou a comemoração santista. O Fluminense venceu porque soube como vencer. Muricy Ramalho surpreendeu, escalou três zagueiros e conseguiu frear a garotda do Santos. Tá certo que o Peixe criou, e bastante, pressionou e poderia ter vencido. Isso é indiscutivel. É dificil, quase impossível, parar o talento. Mas quando a fase é boa e o time é bom, tudo parece dar certo. E deu. Um lindo passe de Mariano, que é um dos jogadores mais regulares do Flu em 2010 - quem diria! - e gol de Alan, decisivo novamente. E o Flu chegou... parece que para ficar! Apenas um ponto separa o tricolor carioca do líder Corinthians...

Atlético-GO 0x1 Flamengo: um Flamengo sem muita técnica, é verdade. Mas disciplinado, aplicado e que consegue os resultados. Diante do fraco Atlético-GO, a segunda vitória consecutiva no Brasileirão após a volta da Copa do Mundo. Quem diria? O Mengão está no G-4! A estréia de Correa foi boa, um volante que sabe tocar a bola e dar qualidade na transição defesa-ataque, apesar de sua lentidão. Já Borja, não dá para avaliar. Certo é que o Fla conseguiu pontos, talvez, inesperados. E a tendência é se fortalecer com a entrada dos reforços. Será que dá pra chegar?

Vasco 3x1 Atlético-PR: tá certo que o pênalti, no segundo gol do Vasco, não aconteceu. Que, no gol de Jhonatan, o goleiro Neto deu uma grande contribuição. Que o Furacão jogou metade do primeiro e todo o segundo tempo com dois homens a menos. Mas a melhora do time vascaíno é visivel. PC Gusmão, ao colocar três zagueiros, corrigiu a sobra na defesa. O Vasco cansou de tomar gols nas costas da zaga. Claro, o time de São Januario tem muito a evoluir, por exemplo na saída de bola. E vai melhorar, com as entradas de Zé Roberto, Felipe, Eder Luis, Carlos Alberto, Irrazabal...pelo menos uma campanha tranquila, o Vasco deve fazer. E quem sabe não sonhar com algo melhor?

Botafogo 1x1 Guarani: arbitragem péssima e atuação fraca. Esses dois fatores foram determinantes para o Botafogo apenas empatar com o Guarani, no Engenhão. Tá certo...um pênalti mal interpretado como falta em Jobson, um gol mal anulado de Herrera...mas a atuação do Bota foi bem abaixo do que se espera de um time que sonha alto. Criou? Até que sim, o goleiro Douglas foi muito bem quando exigido - fez duas defesas espetaculares! Mas deu pra contar nos dedos as vezes em que Marcelo Cordeiro - como está mal! - e Alessandro foram à linha de fundo. Quem mais tentou a jogada foi Jobson, que entrou bem mais uma vez, caindo ora pela direita, ora pela esquerda. Herrera errou tudo o que tentou e Caio...bem, continua se jogando demais. Em uma dessas, contra ataque e gol do Guarani. São pequenos erros que se juntam e formam o resultado que estamos vendo. Ou seria melhor dizer...não dão resultado algum. Ah! Alguém viu o Lucio Flavio em campo ontem?

Um pouco mais: o desastre das arbitragens continua. Começou sábado, no jogo do Vasco. Ontem, no jogo do Botafogo, foi gritante. Além dos lances que prejudicaram diretamente ao alvinegro, o Sr. Célio Amorim parece não ter estudado a 'lei da vantagem'. Atrasou inúmeros ataques de ambos os times ao não deixar o jogo prosseguir (marcava tudo quanto é faltinha - as famosas faltinhas 'à brasileira'). E não permitiu nenhuma cobrança rápida - mandou voltar todas! -, o que amarrou um pouco a partida. A Copa do Mundo já foi exemplo de que uma profissionalização dos árbitros é necessária. Tá certo que é gostoso discutir os lances polêmicos, brincar com o torcedor adversário. Isso faz parte. Mas tudo tem um limite. Futebol se transformou em negócio e tem muito dinheiro envolvido...

sábado, 17 de julho de 2010

Palpites do fim de semana...

Jogos de hoje:

Vasco 2x0 Atlético-PR - Vascão nunca perdeu pro Furacão em São Januario - 13 jogos, 10 vitórias e três empates. Hoje, os garotos vascainos mantém tabu com vitória.

Vitória 2x1 São Paulo - time baiano vence a instala crise no tricolor paulista.

Jogos de domingo:

Corinthians 2x2 Atlético-MG - jogo de muitos gols e empate.

Internacional 1x0 Ceará - não será fácil. Mas Colorado vence Vovô, que sofre apenas seu segundo gol no Brasileirão.

Atlético-GO 1x1 Flamengo - empate entre desfigurado Flamengo e Dragão.

Avaí 2x1 Palmeiras - Felipão conhece sua primeira derrota no retorno ao Verdão.

Cruzeiro 2x0 Goiás - Raposa vence no Mineirão.

Prudente 1x1 Grêmio - jogo amarrado. Empate.

Santos 3x2 Fluminense - jogo de muitos gols. Mas a garotada do Santos vence e interrompe série invicta de cinco jogos do Flu, que perdeu a chance de ser líder na última rodada.

Botafogo 3x0 Guarani - sem Antônio Carlos, mas mordido e com o reforço de estar sem Sandro Silva, negociado com o Málaga, Glorioso vence Bugre no Engenhão.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Frizão volta ao trabalho!

Foi um ano difícil para o Friburguense. O rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Carioca não era esperado por ninguém. Ainda mais da forma como aconteceu, por um ponto na Taça Rio e um ponto no triangular da morte. O Frizão tinha mais time que o Resende, por exemplo, que garantiu sua permanência na elite do futebol do Rio de Janeiro.

Mas tudo isso ficou pra trás. A partir de terça feira, dia 20, o Friburguense retorna aos trabalhos. Os experientes Adriano, Cadão, Sergio Gomes, Bidu, Ziquinha e Hercules estão confirmados. Flavinho, Marcos, Adilson e Gleisson também devem continuar. Certo é que, no primeiro momento, o tricolor serrano deve contar com um grupo de aproximadamente 20 jogadores. Durante o período de treinos, outros serão observados e avaliados. Por enquanto, Almir Fonseca, o Mimi, deve comandar a equipe. Para o ano que vem, um treinador mais experiente deverá ser contratado.

O Frizão, provavelmente, disputará a Copa Rio. Mas o gerente de futebol, José Eduardo Siqueira, o Siqueirinha, deixou claro que o objetivo é preparar a equipe para a disputa da Série B, que começa no meio do mês de Fevereiro de 2011. E o fato de começar o trabalho à frente dos rivais é visto como um trunfo pela diretoria tricolor. Enquanto isso, o clube corre arrás de recursos, atrvés de patrocinadores e da Federação, já que não contará com dinheiro da TV Globo.

Essa é a nova realidade do Friburguense: trabalho duro e dedicação para superar a falta de recursos financeiros. Se bem que, de certa forma, sempre foi assim. Nos últimos anos, teve as menores folhas salarias dentre os times da primeira e alguns da segunda divisão...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Fogão é o oposto da Espanha


Durante a Copa do Mundo, o Botafogo fez três amistosos e venceu todos. Repatriou Maicossuel e Jobson. E passou cerca de 15 dias treinando na Granja Comary. Mas não parece. No clássico contra o Flamengo, os mesmos erros e deficiências que acompanham o time já há algum tempo. Um meio campo sem criatividade nenhuma, incapaz de prender a bola e extremamente dependente de Lucio Flavio. Especialmente ontem, a defesa do Bota foi um desastre, incapaz de anular Diego Mauricio e Vinicius Pacheco (com todo o respeito), que chegavam com perigo e ameaçavam frequentemente. Alessandro e Marcelo Cordeiro tiveram atuações ruins. Pois o Botafogo que jogou ontem é exatamente o oposto à Espanha campeã do Mundo. Enquanto a Fúria joga um futebol de aproximação entre seus jogadores, toque de bola rápido e envolvente, valorizando a posse de bola, o Glorioso aposta em contra ataques, lançamentos longos - pra não dizer chutões - e não conseguiu se impor, diante de um desfigurado Flamengo. Tá certo que criou algumas chances e as desperdiçou, mas é muito pouco para quem almeja brigar na parte de cima da tabela.

Aliás, a vitória rubro-negra foi merecida. Um time que soube reconhecer suas limitações, jogando com raça e obediência tática. E teve nos pés de Petkovic o diferencial. O passe de perna esquerda para que Vinicius Pacheco rolasse para o gol de Paulo Sergio foi maravilhoso. Inspiração e talento que sobram ao sérvio, e faltam ao Botafogo.

Goiás 0x0 Vasco: o empate não tira o Vasco da penúltima posição. Mas pode ser considerado um bom resultado, diante de um Goiás em franca ascenção no Campeonato Brasileiro. Méritos para o goleiro Fernando Prass, que fez partida excelente ontem. A tendência, com a volta de Carlos Alberto e a entrada dos reforços, é de um Vasco mais forte e qualificado. Além do mais, aos poucos, PC Gusmão vai arrumando a equipe do seu jeito. Ontem, a sobra na defesa vascaína já melhorou...

O detalhe é que o garoto Jonathan, que estreou ontem no Vasco, já passou pelas divisões de base do Friburguense! Sorte para o garoto e para Tinga, que deve ser anunciado a qualquer momento pelo Palmeiras. Natural de Bom Jardim, o meia de 19 anos também já passou pela base do Frizão...

Um pouco mais: pode ser que eu esteja enganado, mas hoje o Brasileirão terá novo líder. Após o empate entre Ceará e Corinthians, 0x0, basta ao Fluminense vencer o Prudente no Maracanã, que certamente receberá bom público, para assumir a ponta. O time de Muricy Ramalho pode alcançar a quinta vitória seguida, a sexta na competição. E é exatamente o número de vitórias que fará a diferença para o Flu ultrapassar Ceará e Corinthians. Alô Papai Joel! Adianta jogar com o time recuado, cheio de cabeças de área e com medo de perder? Ou vale mais a pena, por exemplo, ganhar três pontos vencendo uma e perdendo duas do que empatando três?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Palpites da rodada...

Jogos de hoje:

São Paulo 3x1 Avaí: vitória do tricolor paulista.

Grêmio 2x0 Vitória: forte como sempre no Olímpico, Grêmio vence.

Atlético-PR 1x2 Cruzeiro: raposa traz três pontos de Curitiba.

Flamengo 0x2 Botafogo: Flamengo desfigurado, Fogão tem Jobson como opção. Vitória do Glorioso.

Ceará 1x1 Corinthians: empate no duelo que vale a ponta da tabela. Flu assume liderança amanhã.

Goiás 1x0 Vasco: com treinador novo, Vasco melhora mas perde para embalado Goiás.

Guarani 1x2 Internacional: Colorado derrota Bugre em Campinas.

Jogos de quinta-feira:

Palmeiras 2x2 Santos: jogo de muitos gols, mas aposto em empate no clássico.

Fluminense 3x0 Prudente: vitória do Flu, novo líder do Brasileirão.

Atlético-MG 2x0 Atlético-GO: sem maiores problemas, Galo derruba o Dragão.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Fogo, Flu e Vasco mais fortes; Fla precisa reforçar

Amanhã, a bola volta a rolar pelo Campeonato Brasileiro. Passada a decepção dos brasileiros com o desempenho da Seleção na Copa do Mundo, é hora de reencontrar o clube do coração. No Rio de Janeiro, os quatro clubes grandes apresentam novidades - algumas nem tão novas assim - e aqui vai minha opinião com relação as mudanças.

O Botafogo não perdeu nenhum de seus principais jogadores. Apenas dispensou o zagueiro Wellington e negociou Eduardo, que não estava no planos (aliás, que bom empresário tem esse rapaz! Vai disputar uma Liga dos Campeões na próxima temporada pelo Braga-POR). E repatriou o atacante Jobson e o meia e ídolo recente Maicossuel. O Glorioso, sem dúvidas, volta mais forte pra sequência do Campeonato. Com mais opções ofensivas, Joel Santana terá a sua disposição diferentes formas de posicionar a equipe, com uma diferença: jogadores talentosos. Talvez ainda falte um bom zagueiro. Mas a expectativa é de o Fogão disputar, pelo menos, uma vaga na Libertadores. Sem exageros.

O Fluminense já era o melhor time do Rio no Brasileirão. E a tendência é se fortalecer cada vez mais. Dispensou André Lima, que foi para o Grêmio, e perdeu Everton para o Cruzeiro. Em compensação, trouxe o 'Sheik' Emerson e o colombiano Valencia. Antes, já havia contratado Andre Luis. Na linguagem do futebol, 'contratações cirurgicas'. O tricolor espera pela liberação do Chelsea para anunciar Deco, que já tem tudo acertado com o Flu. Com um treinador de ponta, Fred e Conca mantidos e os bons reforços, o Fluminense pinta como um dos favoritos à conquista do título. E já pode assumir a liderança na quinta feira, se vencer o Prudente e Ceará e Corinthians empatarem.

O Vasco foi quem mais se mexeu. A começar pela troca no comando, com a saída de Celso Roth para o Inter e a chegada de PC Gusmão. Acho que o Vascão se deu bem nessa! No time, sete dispensas, inclusive Dodô. Chegaram Zé Roberto, Eder Luis, Irrazabal, Felipe Bastos, Nunes e o ídolo Felipe. Além dos reforços, conseguiu manter o capitão Carlos Alberto. A tendência é de um Vasco mais forte e qualificado. Ainda são necessários reforços para o setor defensivo. Mas o time cruzmaltino pode, com os novos jogadores e um técnico inteligente, sonhar um pouco mais no Brasileirão.

Já o Flamengo, sem dúvidas, é quem volta mais desarrumado. Depois de Adriano, Vagner Love, Alvaro e o goleiro Bruno não jogam mais pelo rubro-negro. Só pra sentir a diferença, o ataque contra o Botafogo, que já foi Love e Adriano, será formado por Vinicius Pacheco e Diego Mauricio. Chegaram à Gávea Correa, Jean, Val Baiano, Marquinhos, Vinicius, Cristian Borja e Renato Abreu. Pois é, a maioria são nomes desconhecidos, meras apostas. Correa, por exemplo, não conseguiu se firmar no Palmeiras e no Atletico-MG. Val Baiano nunca atuou por um time grande. Marquinhos, promessa no Vitória, não teve sucesso no Palmeiras. Borja e Vinicius...quem? Apostas, que podem dar certo ou não. Renato Abreu e Jean sim, bons reforços. O Mengão sonha com Ronaldinho Gaucho e, em minha humilde opinião, vai conseguir contratá-lo. Seria um reforço indiscutível, uma grande jogada de Marketing e a renovação das esperanças dos flamenguistas. Mas é bom que venha e, com ele, cheguem mais uns três bons jogadores. O Flamengo é quem mais precisa se reforçar...

Um pouco mais: em Março do ano passado, o custo da reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 era de 600 milhões. hoje, já está em 720 milhões, o maior entre todos os estádios. Até sair o vencedor da licitação, começar a obra e tudo mais, em quanto este valor não vai estar? E até o término da obra? Cabe lembrar que, há pouco tempo, o Mario Filho passou por reformas para os Jogos Pan Americanos, onde foram gastos 450 milhões. Vamos abrir o olho Brasil...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Uma Copa diferente...


Foram trinta dias de muito futebol, emoções e festa. Mas a Copa do Mundo chegou ao fim. Para quem gosta de futebol, uma pena. A Copa do Mundo de 2010 foi, no mínimo, diferente. A Copa da bola maldita, a Jabulani, do polvo vidente, dos erros de arbitragem (nem tão diferente neste ponto) e do ineditismo. Pela primeira vez, o Mundial foi disputado no Continente Africano. E o país anfitrião, de maneira inédita, ficou na primeira fase. Estreante em Copas como país independente, a Eslováquia fez história ao deixar a tetracampeã Itália de fora das oitavas de final. Aliás, italianos e franceses foram as maiores decepções. Mas também tivemos gratas surpresas, como o Uruguai, alcançando a quarta colocação, algo inesperado até pelos próprios uruguaios. A Nova Zelândia se despediu ainda na primeira fase, mas ficou com a marca de única invicta, por empatar com Eslovaquia, Paraguai e Itália. Gana fez história chegando às quartas de final, sendo a fase mais longe alançada por uma Seleção africana. Alguns jogadores surpreenderam positivamente, como Ozil, Ayew e, principalmente, Muller e Forlan. E outros, cercados de expectativas, pouco fizeram, como Cristiano Ronaldo, Kaka, Canavarro, Rooney e Fernando Torres.

Para o Brasil, fica a lição de que não adianta dispensar o talento em prol da tática. A Espanha, campeã, que o diga. Um futebol envolvente, ofensivo e de resultados. Quebrou tabus de amarelão, chegando e vencendo sua primeira decisão de Copa, de que estrear com derrota significa não alcançar o título e repetiu a Alemanha de 1974, conquistando a Euro e a edição seguinte do Mundial. Depois de 2006, a Fúria jogou 61 vezes, vencendo 52, empatando quatro e perdendo apenas cinco partidas. Aproveitamento de 87%, que não deixa dúvidas quanto ao merecimento da conquista. Ah...por falar em Alemanha, esta já está entre as favoritas para a Copa de 2014. Os alemães apresentaram um futebol encantador, mantendo a tradição da marcação forte, futebol de resultados e acrescentando talento. Dos 23 convocados, apenas Klose e Friedrich não terão idade para jogar a Copa no Brasil. Um exemplo de ousadia e sensibilidade por parte de Low, que apostou nos garotos e só não foi mais longe, talvez por recuar sua equipe e 'deixar' a Espanha jogar. A Holanda, vice-campeã, aprendeu a aliar futebol bonito à tática. O resultado foi 26 jogos de invencibilidade e o segundo lugar da Copa, que poderia ser primeiro, não fossem as chances desperdiçadas e o talento de Casillas. Agora, só nos resta agurdar 2014, ansiosamente, e tentar o Hexa em casa. Mas sem Dungas, Felipe Melos... e com jogadores de talento...por favor!

Minha Seleção da Copa: Casillas, Lahm, Lugano, Puyol e Bronckhorst; Schweisteinger, Xavi, Sneijder e Muller; Forlan e Villa.

Técnico: Vicente del Bosque

Um pouco mais: durante um mês, só se falou em Copa do Mundo. Todos os noticiários destacavam o maior evento de futebol do Mundo e este era o assunto em cada bar, esquina e praça. Com o fim do Mundial, o foco passa a ser as eleições presidenciais. Pelo amor de Deus! Não dá pra começar outra Copa do Mundo no mês que vem não?

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Especial: Um amor que ninguém cala...



A série sobre as mais belas canções de torcidas pelo mundo traz aquela que pode ser considerada pioneira entre as torcidas do Brasil, no que diz respeito ao amor pelo clube. Em 2007, o Botafogo chegou à decisão do Campeonato Carioca e, com um time superior, acabou derrotado pelo maior rival, o Flamengo. Dias depois, foi eliminado de modo dramático da Copa do Brasil, pelo Figueirense, em pleno Maracanã lotado, após falha bisonha de Julio Cesar. Mas parece que os tropeços só serviram para reforçar o amor dos alvinegros pela Estrela Solitária. Em uma adaptação ao canto da torcida do Porto F.C., de Portugal, os botafoguenses criaram o "E ninguém cala" alvinegro, música que fez grande sucesso na época, inspirando torcedores de outros clubes, e foi eternizada como segundo hino do Glorioso. Em todos os cantos do país, o torcedor do Botafogo entoa com todas as forças esta, que sem dúvidas, é uma das mais belas canções do mundo. Simples, curta e objetiva. Mas o suficiente para emocionar e sacramentar: o amor da torcida do Botafogo, ninguém cala jamais...

Letra de "E ninguém cala":

E ninguém cala,
esse nosso amor...
e é por isso que eu canto assim
é por ti Fogooo...
Fogoooo, Fogoooo
Fogooo, Fogooo, Fogooo...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Uma final mais que justa...


Apesar da derrota, continuo convicto de que a Seleção da Alemanha é a melhor do Mundo. Mas ontem, não passou nem perto de jogar o futebol que encantou a todos. Mais uma vez, um treinador abre mão do estilo de jogo ao qual está habituado, que vem dando certo, e se dá mal. Parece que os exemplos de Paraguai e Uruguai não serviram para Low, que colocou seu time na defesa, esperando a Espanha. E aí, quando se dá campo e espaço para os espanhóis tocarem a bola, o entrosamento do melhor meio campo da Copa fala mais alto. A troca de passes entre Xavi, Iniesta e os demais encanta. E, principalmente no segundo tempo, conseguiu ser objetiva. A Espanha chutou mais ao gol adversário. No entanto, coube a Puyol, de cabeça, colocar a Fúria na decisão. Contestado quanto à sua técnica, Puyol compensa a falta de habilidade com raça e disposição. Sem dúvidas, o gol foi um prêmio ao seu esforço e dedicação, qualidades notáveis que sempre teve.

A Espanha chega à decisão pela primeira vez em sua história. Com uma defesa forte, meio campo marcador e criativo ao mesmo tempo e um atacante iluminado, Davi Villa, a Fúria tenta acabar de vez com a fama de 'amarelão', algo que, em parte, já conseguiu ao vencer a Euro 2008. Contra os alemães, fez o seu melhor jogo na Copa de 2010. Mas ainda pode render mais. O time de Vicente del Bosque terá alguns tabus para quebrar: nunca uma Seleção derrotada na estréia foi campeã do Mundo. Apenas uma vez na história, uma Seleção que conquistou a Euro conseguiu levantar a Copa do Mundo na edição seguinte: a Alemanha de 1974.

Do outro lado, essa sim, a Laranja Mecânica. São 25 jogos de invencibilidade, seis vitórias em seis partidas na Copa do Mundo. A Holanda tem a chance de se igualar ao Brasil de 1970, vencendo todos os jogos de Eliminatórias e Copa do Mundo. Um título também inédito, que bateu na trave em 1974 e 1978. Desta vez, os holandeses mantiveram a magia do jogo bonito, mas com preocupações táticas e por resultados. E estes, vem aparecendo. Sneijder e Robben comandam o time holandês rumo à sua primeira conquista.

Uma final imprevisível e mais que justa: o time que mais encantou na Europa e conquistou a Eurocopa, a Espanha, contra o time de maior invencibilidade dentre os participantes do Mundial, vencendo todas as suas partidas na Copa, a Holanda. Mas não vou ficar em cima do muro. Meu palpite é Espanha...

Um pouco mais: voltando a falar de Alemanha, a campanha nesta Copa deve ser motivo de orgulho. Uma Seleção promissora e um treinador que teve sensibilidade e coragem de ousar e apostar em jovens talentos, algo que faltou ao Brasil. Toni Kross, por exemplo, nunca havia defendido o time principal antes. Isso sim, é renovação. O sucesso não é garantido, mas não se obtém resultados sem tentar. Outra coisa coisa louvável é o fato de, os 23 jogadores convocados, atuarem no país. O que só reforça o crescimento do futebol alemão. Quem acompanha a Bundesliga sabe, a ocupação dos estádio é de 90%. O reflexo está na boa campanha na Copa do Mundo e na conquista de maior espaço no cenário europeu. A Uefa cogita retirar duas vagas de clubes italianos e repassarem a clubes alemãos na Liga dos Campeões. Este é o exemplo a ser seguido pelo Brasil. Por falar em Brasil e Copa de 2014, já surgiu uma favorita para o título do próximo Mundial: a Alemanha, com os seus garotos mais maduros e experientes...

terça-feira, 6 de julho de 2010

A maior e mais necessária renovação não vai acontecer...


Bastou o Brasil ser eliminado da Copa do Mundo e ele apareceu. Ricardo Teixeira, Presidente da CBF. Sim, caros leitores, a Confederação Brasileira de Futebol tem um Presidente, embora não pareça. É muito cômodo para ele aparecer na mídia agora, criticar o trabalho de Dunga, o nervosismo do time brasileiro e se dizer surpreso com a derrota. Surpreso, o Senhor? Ah, me perdoe, Presidente(?). Primeiro, escolhe um treinador que nunca comandou time algum. A ele, dá total autonomia e nem ao menos interfere ou procura saber o que está sendo feito. Enquanto isso, trabalha nos bastidores para construir um novo CT para a Seleção. O que mais assusta é a declaração de que a Granja Comary não tem a estrutura necessária para abrigar um país anfitrião. Por fim, demite Dunga pela internet e diz que uma renovação é necessária. Ora, esse discursso eu já ouvi há quatro anos atrás. Para provar que não entende nada de nada, se declarou surpreso por o Brasil ter somente um jogador com 23 anos ou menos(Ramires). Quer dizer então que, a partir de agora, só poderão ser convocados atletas com 19 anos pra baixo, já que em 2014 terão completado, no máximo, 23. O pior de tudo, é ouvir que o torcedor brasileiro deve se preparar para a falta de resultados, exatamente por conta da renovação que irá ocorrer. Sr. Ricardo Teixeira, o futebol brasileiro se renova sozinho, a cada minuto. A todo momento, surge um novo talento, jogador diferenciado, um craque. Acontece que eles migram cedo para a Europa, por não existir, no País do futebol(!), uma liga séria e times em condições de concorrer com o Mercado Europeu. E aí, Presidente, o dinheiro e o sonho da estabilidade falam mais alto que qualquer sentimento patriota, o que o Sr. e o Dunga pensam ter resgatado. Claro...agora será, mais uma vez, cômodo para o senhor contratar um treinador experiente e fazer a vontade do povo (não que eu seja contra). Aí, daqui a quatro anos, se tudo der certo, ótimo. Se der errado, o senhor, como um Bombeiro (que me desculpe essa classe honrada pela comparação), aparece novamente para apagar o fogo e fazer novas promessas. Neste período, fica nos bastidores, sem ninguém lembrar de sua existência, construindo CT e fazendo joguinhos políticos (vamos parar por aqui), ao invés de seguir o exemplo da Alemanha, que investe no futebol nacional e tem todos os seus convocados atuando no país. Vamos abrir o olho, Nação! A próxima Copa é aqui! Infelizmente, a maior e mais necessária renovação não vai acontecer...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Especial: Um bando de loucos!



A série sobre os mais belos cantos de torcidas pelo mundo está de volta! E hoje, trás um bando de loucos pelo Corinthians. Não à toa conhecida como Fiel, a torcida corinthiana é, segundo pesquisas, a segunda maior do Brasil - cerca de 25 milhões de seguidores. E, ao falar de paixão, os alvinegros estão também, sem dúvidas, entre os mais fanáticos do país. Conhecido como o 'time do povo', o Timão foi fundado por um grupo de operários, em 1º de setembro de 1910. Histórias como a invasão ao Maracanã, em jogo contra o Fluminense, em 1976, comprovam a força de sua torcida. Na ocasião, foi registrada a presença de cerca de 30 mil corinthianos. A facção Gaviões da Fiel é umas das maiores agremiações de torcidas do Brasil. Seu símbolo, o Gavião, representa força e traz consigo as cores do Corinthians, o preto e o branco. Em "Um bando de loucos", os alvinegros cantam toda a loucura de torcer pelo Corinthians, dizendo ficarem roucos para empurrar o time e exigindo que os jogadores lutem até o fim! Além da belíssima letra, a canção impressiona pela força e paixão com que é cantada, se assemelhando a um verdadeiro grito de guerra. Vamos Timão!

Letra de 'Bando de Loucos':

Aqui tem um bando de louco
Louco por ti Corinthians
Aqueles que acham que é pouco
Eu vivo por ti Corinthians
Eu canto até ficar rouco
Eu canto para te empurrar
Vamos, vamos, meu timão
O vamos meu timão
Não para de lutar

domingo, 4 de julho de 2010

Alemanha x Espanha promete...


Se de um lado está a melhor Seleção do Mundo, do outro está o melhor meio campo. Se de um lado está o artilheiro Klose, do outro está David Villa. Se de um lado está a tradição de uma Seleção finalista de Copa em sete oportunidades e tricampeã, do outro está a sede de chegar, pela primeira vez, a uma final de mundial e levantar o caneco, afastando a fama de 'amarelão'.

Pois esse Alemanha e Espanha promete. Os time reeditam a última final de Eurocopa, vencida pelos espanhóis, 1x0, com gol de Fernando Torres - que ainda está devendo. É bem verdade que a Espanha não jogou tudo o que pode na África do Sul. Mas também não amarelou, ao contrário, contou com a sorte - que nunca antes teve - para vencer o Paraguai e volta a disputar uma semifinal de Copa, após 60 anos. E claro, com o talento de Iniesta e Villa, algo que sobra no time de Vicente del Bosque. E também no time alemão, que alia força, futebol de resultados e futebol bonito, encantando e surpeendendo o Mundo.

O que esperar do clássico? Não sei, apenas esperar, ansiosamente.

sábado, 3 de julho de 2010

A melhor Seleção do Mundo


Se a Alemanha vai ser tetracampeã, não sei. Mas hoje, acabaram todas as dúvidas sobre qual a melhor Seleção do Mundo. Uma defesa forte, que mantém a tradição alemã. Um meio-campo fora de série, que reúne jogadores com senso de marcação, aplicação tática e talento. Muito talento. Na fente, um artilheiro, que está a um gol de alcançar Ronaldo como o maior goleador da história dos mundiais.

Pois o time da Alemanha consegue, ao mesmo tempo, encantar e ser eficiente. E bota eficiente nisso. E bota encantadora nisso. O melhor lateral da Copa, sem dúvidas, é Lahm. Marca e apóia como poucos, aliás, como só ele está sendo capaz de fazer. No meio, Khedira não aparece muito, mas marca demais! E, com a bola nos pés, não é nenhum brucutu. Schweinsteiger, então, nem se fala. Hoje, o melhor em campo. Perfeito na marcação, tem visão de jogo apurada, chute forte e passe preciso. Um jogador completo. Ozil, pelo meio, e Muller, pela direita, correm o tempo todo. Habilidosos, estão sendo procurados até agora por Ottamendi e Heinze. E, talvez, só serão encontrados no dia 11 de Julho, no pódium. Podolski, pela esquerda, não deixa por menos: três gols saíram pelo seu lado hoje. No comando do ataque, ele. Quatorze gols, apenas um atrás do fenômeno. Miroslav Klose, um gênio dentro da grande área.

Essa é a Alemanha. Estava pouco cotada antes da Copa. Mas bastou um jogo para encantar. E nunca, mas nunca, pode se deixar Brasil, Italia e Alemanha de fora da lista de favoritos. Os dois primeiros, foram de encontro às suas tradições e deixaram o futebol espetáculo de lado. Pois é, estão voltando pra casa. A Alemanha não foi de encontro à tradição do futebol força e de resultados. Apenas, acrescentou talento. Uma vitória do futebol força, futebol tradicional, futebol show. Viva a Alemanha, viva o futebol ofensivo e viva o espetáculo!

Um pouco mais: O Messi não foi mal na Copa do Mundo. Não se escondeu em nenhum momento, chamou o jogo e tentou. Mas, sai da Copa sem marcar um gol sequer. A expectativa em cima de um jogador de sua qualidade é sempre grande e deixa um gostinho de quero mais, uma sensação de que poderia ter sido melhor. E poderia, mas não foi. Maradona pelado? É, não será desta vez...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Loco?


No jogo mais quente e emocionante da Copa do Mundo de 2010, a frieza de Loco Abreu colocou ponto final na bela história escrita por Gana, com uma 'mãozinha' de Luis Suarez. E levou o Uruguai, 40 anos depois, a uma semifinal de Copa. Quem poderia imaginar, no último minuto da prorrogação, que aconteceria um pênalti a favor dos africanos? E que, no fim das contas, seria a salvação dos uruguaios? Não, certamente Luis Suarez não pensou nisso ao colocar a mão na bola. Apenas teve uma atitude desesperada, um recurso final para manter viva a esperança Celeste. Pois Gian tratou de reforçar o sonho uruguaio, ao mandar por cima a chance de colocar, pela primeira vez, uma Seleção africana entre as quatro melhores do mundo. Deu certo. E, numa disputa de pênaltis, tudo pode acontecer. Tudo mesmo. Inclusive, o mesmo Gian, bater com perfeição e converter a primeira cobrança para os ganeses. Muslera pegar dois pênaltis, Scotti bater mal e a bola entrar.

Aí...restava um pênalti para o Uruguai. Era coverter e comemorar. Quem seria o cobrador? Quem assumiria tamanha responsabilidade? Sim, ele: Washington Sebástian Abreu Gallo. Entrou no segundo tempo e mal tocou na bola. Mas tem estrela, parece ser predestinado. Não à toa, está a dois gols de tornar o maior artilheiro da história da Seleção uruguaia. Será que ele teria coragem de cobrar com cavadinha? Valia vaga em semifinal de Copa do Mundo! Nos seus pés, estava a esperança de toda uma Nação, que parou para assistir ao jogo e esperou 40 anos para estar entre as quatro melhores novamente. Pois Abreu caminhou, frio, consciente, tranquilo. E cavou um lugarzinho nas semifinais para o Uruguai. Loco? Talvez...mas, sobretudo, iluminado. E a Celeste chegou...

Coerente...


Deu zebra? Não, não deu. Nós, brasileiros, temos mania de achar que somos os maiorais no futebol, o melhor time sempre. Na maioria das vezes, sim, realmente somos. Mas desta vez, não. Como já havia escrito, esse não é o Brasil. A Seleção canarinho, pentacampeã e que encantou o Mundo com o talento, genialidade e criatividade de seus jogadores, não pode ter como setor mais forte a defesa. Muito menos se preocupar mais em defender do que atacar. A Holanda tem mais time que o Brasil. E provou isso hoje, vencendo de virada, em jogo de dois tempos distintos. No primeiro, o Brasil poderia ter matado a partida, e não o fez. No segundo, sorte, competência e supremacia laranja. Acompanhado com os já previstos destempero de Felipe Melo e falta de opções no banco de reservas. A metade da Laranja foi mais doce...

Um primeiro tempo impecável da Seleção brasileira. Diminuiu os espaços, não deixou Robben e Sneijder jogar. Marcou a saída de bola um pouco mais atrás - inclusive colando sempre alguém no Van Bommel - e não deixou a Holanda impor sua velocidade. Nos contra-ataques, levava perigo com o trio Robinho, Kaká e Luis Fabiano. Abriu o placar após excelente passe de Felipe Melo e conclusão perfeita de Robinho. Poderia ter feito mais, diante de uma perdida Seleção holandesa que não ameaçou em nenhum momento. Mas não o fez.

E, no futebol, não se pode dar chances ao azar. Se tiver oportunidade, tem que matar o jogo! Um lance pode mudar tudo de uma hora pra outra! E foi exatamente o que aconteceu. Cruzamento de perna esquerda(!) de Sneidjer, falha de Julio Cesar e gol de empate. Pronto...foi o suficiente para o Brasil se perder em campo e permitir à Holanda o controle da partida. No gol da virada, méritos para a jogada ensaiada holandesa. Mas, se repararmos bem, Felipe Melo dormiu no ponto e não acompanhou Sneidjer.

A partir daí clareou! Não, não estou dizendo que o Brasil melhorou, empatou e virou. Apenas clareou o que todo mundo cansou de discutir, questionar e prever. O desequilibrio de Felipe Melo, ao pisar em Robben. Como disse Galvão Bueno, com muita propriedade, nós apenas assistimos a um filme, cujo trailer nós já haviamos visto. E a falta de opções no banco de reservas. Kaká sumiu, Robinho cansou e Luis Fabiano estava apagado. Poderia ter colocado o... o... pois é, não tinha quem colocar. Qualquer alteração que fosse feita, diminuiria a qualidade do time brasileiro. Ou seria trocar seis por meia dúzia, como foi feito ao sacar Luis Fabiano e colocar o Nilmar. Nada mudou, não teria como mudar. O Brasil está fora. O sonho do Hexa ficou para 2014.

Assim termina a 'Era Dunga' na Seleção Brasileira. Foram 60 jogos, 42 vitórias, 12 empates e seis derrotas. Um time campeão da Copa América, da Copa das Confederações e classificado, com sobras, nas Eliminatórias. Mas que não soube lidar com situações adversas, não teve o equilibrio e o temperamento necessários. Nem mesmo por parte do treinador. Errou quando não poderia e não teve forças para se reerguer. Nem banco. Uma derrota, não mais, do que coerente com o trabalho, convocação e futebol que foi apresentado.

Um pouco mais: criticar o Brasil é fácil. Mas, do outro lado, estava uma grande Seleção. Basta dizer que superou a Laranja Mecânica de 1974, alcançando a quinta vitória seguida em Copas do Mundo. Agora, são 24 jogos de invencibilidade e um futebol gostoso de ver. Mas, diferente de 'outras Holandas', com responsabilidade, consciência tática e equilíbrio. A vitória sobre o Brasil dá ao time holandês uma moral sem tamanho e a confiança necessária para disputar uma final de Copa, 32 anos depois. A Holanda evoluiu mantendo a tradição do futebol bonito. Ao contrário do Brasil, que tentou colocar o talento em segundo plano, indo de encontro ao que tem de melhor. Se a Holanda será, finalmente, campeã do Mundo? Talvez, tem boas chances. Mas já fez história e resgatou o orgulho de um povo, aliando a tradição do futebol bonito ao futebol de resultados...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Mark o Van Bommel! Parem o 6 pelo Hexa!


Sem dúvidas, a grande preocupação defensiva da Seleção Brasileira para o jogo contra a Holanda está do meio pra frente. Não é pra menos: Van Persie, Van der Vaart, Robben, Snidjer e Kuyt são grandes jogadores. Ainda tem Elia e Babel no banco. Mas a atenção ao poderio ofensivo holandes deve começar por Mark Van Bommel. Todas as jogadas passam por seus pés. Ele é o elo de ligação entre a defesa e o ataque, fazendo a bola chegar, quase sempre, com qualidade a Sneidjer, Robben e cia. Também seria interessante - e isso o Dunga deve deve fazer - colocar um homem para marcar Robben e outro atento, na sobra, mas que este não seja canhoto. Assim, crescem as possibilidades de anular a jogada mortal do meia, que cai pela direita: cortar para o meio e finalizar de canhota, com precisão.

A promessa é de um grande espetáculo, imprevisível. A grande invencibilidade holandesa - não perde há 23 jogos -, a maior entre todas as Seleções, não fará diferença alguma. Bem como o retrospecto positivo do Brasil sobre o adversário: em três encontros em Copas do Mundo, duas vitórias - em 1994, com épico gol de Branco e em 1998, com Taffarel pegando dois pênaltis, após 1x1 no tempo normal - e uma derrota, em 1974, para o time Cruyff, 2x0.

O que pode desequilibrar é exatamente o talento. Seja de Kaká, Robinho e Luis Fabiano ou Robben, Sneidjer e Van Persie. Ou as defesas sólidas: a brasileira, todos conhecem a competência. Mas a holandesa, de certa forma, surpreende - principalmente o contestado Stekelenburg. São apenas dois gols sofridos, ambos de pênalti. Mas alguns coadjuvantes também devem ser lembrados. O lateral Maicon, por exemplo. E o Van Bommel. O caminho até da vitória passa por impedir a Holanda de tocar a bola. Para isso acontecer com eficiência, primeiramente, Mark o Van Bommel! Parem o camisa 6 pelo hexa!

Um pouco mais: "A Argentina não tem padrão de jogo". Pois tem sim, Sr. Matthaus. O padrão do time de Maradona é, exatamente, não ter padrão. A Argentina tem sua linha de quatro bem definida na defesa - Ottamendi, Burdisso, Demichelis e Heinze -, Mascherano à frente dos zagueiros, Di Maria aberto pela esquerda e Higuain no comando do ataque. O restante - Maxi Rodruguez, Messi e Tevez - é pura movimentação, sem obedecer a padrão de jogo, mas claro, respeitando suas posições. Agora a pergunta: alguém acha que não está dando certo?