domingo, 29 de maio de 2011

Vamos lá, Frizão!

Faltou pouco para o Frizão desbancar a Quissamáquina no Eduardo Guinle. Na verdade, apenas o gol. Superior durante grande parte do jogo, o Friburguense pecou na hora de finalizar. E não foram poucos os chutes a gol. Pelo contrário. Por cima, por baixo, forte, fraco. De todas as formas. Na bola aérea, o competente time do Quissamã foi mais competente, tanto na defesa quanto no ataque. O goleiro Marcos teve que trabalhar bem em algumas oportunidades, também por baixo. No fim da partida, dois contra ataques perigosíssimos pararam nas mãos do camisa 1 tricolor. Taticamente, o Friburguense de Gerson Andreotti ganhou configuração diferente em relação ao de Edson Souza. Bidu (que não tem atuado, Leomir tem feito a função), pela direita, forma o trio de zaga com Diego Guerra e Cadão, o homem da sobra - e que senso de cobertura tem o capitão, impressionante. Lucas, antes com funções ofensivas, passou a jogar à frente da defesa. Com o "losango defensivo", Sergio Gomes e Flavinho são liberados para apoiar. No meio, Marquinhos é o elo de ligação defesa-ataque. Aí que entra a parte interessante. Teoricamente meia, Romulo vira a referência, o homem de área quando o Friburguense tem a bola aberta nas pontas. E quem cai para auxiliar os laterais é Zambi, geralmente pela esquerda e Ricardinho, pela direita. Ambos se revezam nos lados e na área. Um esquema interessante, que não teve três peças fundamentais no jogo contra o Quissamã: Marquinhos, Cadão e Bidu. Sem os dois últimos, o tricolor perde muito na bola aérea. Sem Marquinhos, Lucas passou a ser o elo de ligação, o responsável por fazer a bola chegar a Marcelo (substituto do Maquinhos) e Romulo. Ainda assim, o Frizão foi bem, quem entrou deu conta do recado. Evair foi praticamente impecável ao lado de Diego Guerra e Leomir, outro que foi muito bem. A tendência é o Friburguense crescer de produção, com a volta dos contundidos e de Jorge Luiz, aquele meia clássico, o famoso maestro. Na sexta colocação da fase final, o Friburguense terá dois jogos fora na sequência: Barra Mansa e Angra dos Reis. E a vitória ganhou importância ainda maior após dois empates consecutivos. Na verdade, virou obrigação. Não é nenhum absurdo empatar com o Quissamã, o melhor time que vi jogar na série B, ao lado do Friburguense. O que não pode é empatar com o Estácio de Sá, fraquíssimo, daqueles times que comemoram a vaga na fase final por conta de se livrar dos riscos de rebaixamento. Situação semelhante ao do Angra dos Reis. Nem tanto à do Barra Mansa. Porém, quando se deixa de ganhar dois pontos "certos", tem que recuparar de alguma forma. E a hora é essa. Vamos lá, Frizão!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Vai começar...

Enfim, o Campeonato Brasileiro! Vinte clubes correndo atrás do caneco mais desejado do futebol nacional. Ou da vaga na Libertadores? Sim, pois, engraçado...eu vejo vários clubes entrarem na disputa com o objetivo de garantir um lugarzinho na Liberta. Poucos são aqueles que falam em ser campeões. Mas enfim. Poêmicas e discussões à parte, como se é justo ou não o sistema de pontos corridos (e eu sou contra...não podemos querer comparar e adequar o futebol de um país com dimensões continentais a uma Inglaterra, por exemplo, que é menor que São Paulo), o Brasileirão de 2011 traz novidades: jogos às 21 horas de sábado, clássicos na última rodada...vamos ver se pega, acho uma boa. Quanto aos favoritos...não tem. Talvez o Santos, com Muricy e Neymar e o Cruzeiro, com elenco forte, estejam um pouco à frente dos rivais. Mas até quando? A janela de transferências pode mudar muita coisa durante a competição. O Corinthians, por exemplo, tá reforçando um time que já é bom - contratou Alex e Emerson, ótimos nomes. O Internacional pode chegar. No Rio de Janeiro, que tenta o "tricampeonato", tem um Bonde sem Freio e um Trem Bala querendo atropelar os rivais...um Fluminense que quer deixar o escudinho da CBF estampado em seu uniforme por mais uma temporada...e um Botafogo muito Loco, sonhador, que por enquanto tem na volta da Magia o seu principal trunfo. Claro...nunca podemos esquecer do time mais campeão do Brasil na última década: o São Paulo dos extremos, da revelação Lucas e experiente Rivaldo. Palmeiras e Grêmio lutam contra a desconfiança, assim como Atlético-MG e Atlético-PR. Também tem gente que chega querendo ficar, casos de América-MG, Atlético-GO, Figueirense e Avaí. Ah...como é bom ter dois grandes do futebol nacional de volta à primeira divisão! Bem-vindos, Coritiba e Bahia...dois candidatos a surpresa, não só pela tradição, mas pelo bom trabalho de Renê Simões no time baiano e de recuperação do Coritiba, que venceu 24 jogos consecutivos no início da temporada. A propósito, quanta gente boa voltou...Ronaldinho Gaúcho, Alex, Juninho Pernambucano...pode pintar Diego, Seedorf, Forlán, Juan e outros. Realmente, a única previsão que dá para fazer é de um campeonato equilibradíssimo, bem como nos últimos anos...que a bola comece a rolar por esse Brasilzão!

Palpites:

Candidatos ao título: Santos, Cruzeiro, Corinthians e Internacional.
Correndo por fora: Flamengo, Fluminense e São Paulo.
Pode ser...: Grêmio, Botafogo, Vasco, Palmeiras e Coritiba.
Não acredito: Atlético-MG, Atlético-PR, Figueirense, Avaí, Ceará e Bahia.
Abre o olho ou cai!: Atlético-GO e América-MG.

Um pouco mais: o goleiro Marcos, do Palmeiras, em entrevista, falou algo que me fez refletir sobre a justiça ou não dos pontos corridos. Segundo ele, um time do Norte ou Nordeste, por não possuir estrutura devida, nunca vai ser campeão da Série A. A quantidade de viagens e as distâncias são bem maiores em relação aos times do sudeste, por exemplo. Ta aí, uma verdade! Talvez por isso, Internacional e Grêmio, times de tradição e estrutura, por exemplo, nunca tenham conquistado um Brasileirão neste sistema. Sábio Marcão...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Diego Souza e a sobrevida...

Mesmo com muito sono, fiquei acordado até o final assistindo a Vasco e Avaí. Não fiz o menor esforço para tal, o jogo prendeu minha atenção. Sem dúvidas, um dos melhores que assisti em 2011. No primeiro tempo, o jogo foi lá e cá. O Vasco tomou a iniciativa do jogo e o Avaí não deixou por menos. No estilo "a melhor defesa é o ataque", o time de Silas incomodou o de Ricardo Gomes. O 4-1-3-2 do Avaí, explorando o lado esquerdo com o bom Julinho, incomodou o gol de Fernando Prass algumas vezes. No lado vascaíno, dois problemas: Diego Souza, aberto pela direita, foi peça nula e os passes de Felipe não estavam entrando. Problemas corrigidos na etapa final. Preocupado com Julinho, Ricardo Gomes prendeu Alan na defesa e liberou Ramom pela esquerda. No lado direito, colocou Eder Luis, que corre por dois, impressionante - e depois Bernardo. Puxou Diego Souza pro meio e aí sim, o camisa 10 ficou à vontade e começou a aparecer. Felipe começou a acertar os preciosos passes, verticais, e não os toquinhos pro lado que muito meio-campo por aí se limita a fazer. Joga muito o Felipe! Criou muito o Vasco, que jogou os primeiros 20 minutos, sobretudo, como Trem Bala...e não fez gols! Como se fosse novidade. O grande porém foi que o Avaí fez. Na única bola em que Alan descuidou, Julinho colocou de perna direita no fundo das redes de Prass. Competente esse time do Avaí...e incompetete o zagueiro Gustavo Bastos, que cometeu pênalti em Elton, no último minuto, aos 47! - meio polêmico, mas foi. O do lance anterior, em Ramon foi bem mais claro...e Diego Souza cobrou forte, para marcar o gol de empate e sobrevida do Vasco na Copa do Brasil. Em Florianópolis, na próxima semana, um desafio e tanto para o "Time da Virada", como cantaram os mais de 20 mil vascaínos ao fim do jogo.

sábado, 14 de maio de 2011

Desembestado é o Trem Bala da Colina!

Mais rápido que o Furacão...é o desembestado Trem Bala da Colina. O empate por 1x1 com o Atlético-PR garantiu o Vasco nas semifinais da Copa do Brasil. Os dois gols marcados na Arena da Baixada fizeram a diferença a favor do time de São Januário, que aliás recebeu mais de 20 mil torcedores. A classificação premiou o time que jogou o melhor futebol na primeira partida (isso me lembra Flamengo e Ceará...). E que teve sorte, um pouco de competência e forças para buscar o empate após sair perdendo em casa. Sim, eu disse sorte, pois o Vasco esteve longe de realizar uma de suas melhores partidas. Ainda sim, tinha um trunfo guardado no banco de reservas: Elton, a referência, o homem de área que faltou ao Gigante na primeira etapa. Fica cada vez mais evidente que o Vasco precisa da referência no ataque. E pode tê-la, sem perder velocidade e movimentação. Basta ver quem cruzou para o gol de Elton, o lateral Fagner. Quando se tem o privilégio - e cada vez mais é um privilégio ter dois bons jogadores na posição - de ter laterais / alas como Fagner e Ramom, e um atacante rápido, caindo pelas pontas, o Eder Luis, a bola aérea se torna um trunfo. E assim, meio que no sufoco - e foi mesmo - o time que joga o melhor futebol do Rio de Janeiro segue firme na Copa do Brasil. A Libertadores e o título inédito estão a apenas 360 minutos! E olha qu nunca esteve tão fácil pro Vasco, com todo respeito a Coritiba, Avaí e Ceará. Então, vai pra cima Trem Bala da Colina!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Ceará que foi...

O Flamengo vence e não convence. E logo no dia em que convencia, não venceu. Dá pra entender? Talvez sim. O fato de ter perdido somente uma partida das últimas 27 mascara algumas deficiências do rubro-negro de Luxemburgo. Só não vê quem não quer. A Leo Moura/Thiago Neves dependência fica evidente à medida que o Flamengo NÃO tem ataque e Ronaldinho Gaúcho, que ontem foi até bem, não consegue render o que dele se espera. Quando o lateral foi substituido, Fierro não conseguiu manter o nível. Nem Galhardo conseguiria. É difícil substituir o Leo. O problema é que, sem ele, o Fla fica sem alternativas. Apenas Thiago Neves. E, quando ele não acerta - pegou mal na bola em duas boas oportunidades - a coisa desanda. Entretanto, o fato é que ontem o Flamengo fez a sua melhor exibição em 2011. Ronaldinho, talvez, também. Thiago Neves idem. Então, o que faltou? Vencer em casa. A irregularidade que o Flamengo mantém, quanto às atuações, uma hora iria explodir. E explodiu. No Engenhão, o rubro-negro não jogou absolutamente nada e tinha que vencer no Presidente Vargas. Poderia ter vencido. Mas esbarrou nas falhas de sua defesa na bola aérea e na expulsão injusta de Ronaldo Angelim. E foi isso sim. Pois o Ceará, com todo o respeito, é fraco e pouco ameaçou o gol de Felipe. O time da casa, mesmo com um homem a mais, estava morto. Agora...quantos contra-ataques o Egídio desperdiçou? E as bolas do Wanderley, nos pés de um atacante a nível de Flamengo? Não estou os julgando por esse jogo apenas. Essa crítica serve para quase todos os outros. O problema é que, desta vez, o que não vinha fazendo falta, fez. O Flamengo tropeçou quando não poderia e está fora. Ceará que foi...

Um pouco mais: e a Carroça Desembestada segue em frente, sonhando com a conquista da Copa do Brasil. Sim, por que não sonhar? Faltam apenas quatro jogos! Pela frente, o Coritiba que, ao contrário do Flamengo, perdeu quando poderia. Quem imaginou uma semifinal entre Vovô e Coxa? Competência de ambos ou incompetência dos grandes? Um pouco de cada...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Ceará que vai?

A imprensa carioca trata o jogo de hoje entre Flamengo e Ceará, o da volta pela Copa do Brasil, como a hora da verdade para o rubro-negro e para Ronaldinho Gaucho. Mas que verdade é essa? Sinceramente, não consigo entender. Apenas observo outras verdades inseridas nesta história toda. Que o Flamengo vence e não convence, não encanta tampouco empolga seus torcedores, é verdade. Porém, é também verdade que o time da Gávea perdeu apenas uma partida nas últimas 26, um número a ser considerado e exaltado, o melhor desempenho em uma década. E, sem Ronaldinho Gaúcho contra o Horizonte, no Ceará, fez a melhor exibição no ano. Claro, é verdade que o adversário era frágil e isso deve ser levado em conta. O Flamengo não é melhor nem pior com o Gaúcho, apenas diferente, volto a repetir. O Ronaldinho representa a segurança dos jogadores mais jovens em passar a bola, pois a expectativa é que, de seus pés saia a jogada certa, decisiva. O problema é que isso não tem acontecido. Não podemos esperar de Ronaldinho Gaúcho aquele eleito duas vezes o melhor do mundo, dos tempos de Barcelona. A questão física e orgânica não permite mais. Nem a motivação, talvez. Podemos esperar um jogador talentoso que faça a diferença nos momentos decisivos. Este é o grande desafio do craque no Flamengo. Agora...a grande verdade mesmo é o que o Mengão, até o momento, disputou quatro campeonatos, digamos assim: a Taça Guanabara, Taça Rio, Carioca e Copa do Brasil. Ganhou três e ainda está vivo em um, embora corra riscos. Em que o Ronaldinho prejudicou o Flamengo até agora? Essa é a minha pergunta em relação ao questionamento, se o camisa 10 atrapalha de alguma forma o rubro-negro de Vanderlei Luxemburgo. Pelo contrário. Se não foi decisivo dentro de campo, atraiu e atrai recursos financeiros para o clube e tem ajudado na recuperação da imagem arranhada fora dele. O fato de não estar apresentando o futebol que ainda pode mostrar não pesou em nada. O Flamengo não deixou de ganhar nada por isso! Portanto, é exagero culpar Ronaldinho e fazer duras críticas ao Mengo em caso de eliminação na Copa do Brasil. Essa é a grande verdade. E tem outra: o Flamengo pode sim, alcançar a clasificação no Presidente Vargas, não acabou ainda. Ceará que vai?

Um pouco mais: Deco botou a boca no trombone. Criticou a instabilidade político-administrativa dentro do Fluminense, disse que os jogadores não tem tranquilidade pra trabalhar e criticou as constantes trocas de diretores e treinadores. Falou demais? Talvez sim. Tá errado? Não. Basta observar que o Flu perdeu o melhor técnico do Brasil por não oferecer condições de trabalho ideais (talvez não só físicas, isso fica cada vez mais claro) e trouxe Enderson Moreira. O tal auxiliar-fixo (o que é isso?) para dirigir o time numa Libertadores! Pois a passagem de Enderson tem data para acabar. Vem aí Albel Braga. Em menos de sies meses, três treinadores, filosofias e estilos diferentes. Alcides Antunes e Marcio Bitencourt deixaram o clube. Para o cargo de Alcides, vice de futebol, vem aí Sandro Lima. Desconhecido, pode ser uma sobrevida à parceria entre Fluminense e Unimed. O nome de Sandro agrada tanto diretoria quanto patrocinador. E você, torcedor tricolor. Gostou?

domingo, 8 de maio de 2011

O Mago voltou!

                           

Eu vi e registrei (assista no video que fiz, acima), de perto, ao vivo e em cores! Ninguém me contou...o Mago voltou! E, com ele, a esperança de dias melhores da torcida alvinegra. Botafogo e Friburguense faziam, até então, um jogo morno. O tricolor da serra, bravo e competente - cada vez mais tenho certeza de que vamos subir, foi melhor no primeiro tempo. Inclusive, houve um pênalti claríssimo em Romulo não marcado por Simone Xavier. Ah Simone...pois bem. O Botafogo, sem Herrera e El Loco, foi inofensivo. Caio, coitado...franzino, firula...pouca objetividade...William, então...acho que não vai passar de promessa (tomara eu estar enganado). Mas não tenho só críticas a fazer, também cabem elogios. Como joga bola o tal do Fabio Ferreira! Ele, no ritmo ideal, e Antônio Carlos, sem dúvidas, formarão uma das melhores duplas de zaga do Brasil. O Cortês também chamou a atenção. Não só pelo cabelo de Super Choque. Mas pela força ofensiva, como chega bem ao ataque. E não tem medo de partir pra cima, arriscar o drible e levar na linha de fundo. A grande surpresa, no entanto, foi o Thiago Galhardo. O meia, que veio do Bangu, entrou e ajeitou o meio-campo no segundo tempo. Tem visão de jogo, bom passe e velocidade...não será nenhum absurdo vê-lo no time titular, logo na estréia do Brasileirão contra o Palmeiras. Agora esqueçam tudo isso. Vamos viajar até os 15 minutos do segundo tempo. A torcida alvinegra estava impaciente, vaiando, pedindo jogador ao Presidente Mauricio Assumpção - gente muito boa, tive a oportunidade de entrevistá-lo, que assistiu ao jogo das cabines de TV / camarotes. Um chute bisonho de Caio foi o estopim para o xará, o Júnior, técnico do Fogão chamar Ele. Maicosuel estava de volta após oito meses afastado por conta de grave lesão. Ele entrou. Tocou uma, duas, três vezes na bola. Apenas 55 segundos. Foi o tempo necessário para Maicosuel receber passe na grande área, limpar o zagueiro com toque genial, o goleiro Marcos e tocar para o fundo das redes. O que eram vaias, se transformaram em aplausos. O Eduardo Guinle ficou em êxtase...todo o time e comissão técnica, inclusive Caio Junior, invadiram o campo para comemorar com o camisa sete. O Mago, de fato voltou. Ou você teria alguma outra explicação, para como transformar cobrança em apoio, desilusão em festa, frustração em alegria? Só poder ser Magia...
O momento em que Maicosuel caminhou para assinar a súmula

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nenhum absurdo

A derrota por 2x0 para o Ceará e quebra de 26 jogos de invencibilidade do Flamengo não deixou de ser surpresa. Sobretudo pelo fato do jogo ter acontecido no Engenhão. Porém, não foi nenhum  absurdo. É notório e comentado, inclusive aqui no Blog, que o Flamengo é o time que vence mas não convence. Que não fez partida alguma de encher os olhos de seu torcedor. E encontra dificulades para achar o encaixe ideal. O título estadual antecipado e invicto, claro, foi por méritos do rubro-negro, mais competente em  três disputas de pênaltis. Mas não deixou de ser, em  grande parte, fruto da incompetência dos rivais. Na decisão da Taça Rio, por exemplo, o Vasco foi melhor e não venceu no tempo normal. Na semifinal, o Fluminense dominou o jogo até cansar e levou o empate em  falha de Ricardo Berna - que, indeciso, demorou a sair do gol e não conseguiu voltar a tempo. Fato é que não é o fim  do mundo. A partida contra o Horizonte no Ceará, apesar da fragilidade do adversário, mostra isso. Talvez esta tenha sido a melhor atuação do ano, sem  Ronaldinho Gaúcho. Já escrevi sobre minha opinião: com  Ronaldinho, Fla não é melhor nem  pior, apenas diferente. Mas esse diferente ainda não se transformou em  competente. Aí a torcida não perdoa ninguém, nem Luxemburgo, Ronaldinho...

Um  pouco mais: e não vai ser fácil vencer o Ceará no Castelão. Esta é a única possibilidade que resta ao Flamengo. Já o Vasco, segue invicto há 14 partidas e jogando bem. Poderia ter vencido na Arena da Baixada, não fosse o pênalti bobo - e polêmico - cometido por Ramom  no fim  do jogo. Ah! Sabe quem  cobrou e empatou? Paulo Baier...como faz gol em  times cariocas esse rapaz!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Só restou Ele(s)...

A noite de quarta-feira, 4 de maio de 2011, foi trágica para o futebol brasileiro na Libertadores. Time de melhor campanha na primeira fase, o Cruzeiro entrou em  campo com  a vantagem  de ter vencido o Once Caldas, time de pior campanha, na Colômbia por 2x1. Tranquilo, né? Pois o Once Caldas fez 2x0 no Cruzeiro, em  Sete Lagoas, e eliminou o time de Cuca do torneio. O Inter vencia o Peñarol por 1x0, no Beira-Rio. Bastaram  cinco minutos na etapa final para o time uruguaio virar e deixar o atual campeão da America de fora das quartas-de-final. A missão do Grêmio era complicada. Após perder no Oímpico, o tricolor gaúcho tinha de vencer a Universad Católica no Chile. E repleto de desfalques. Não deu, 1x0 para os chilenos. E os guerreiros do Fluminense? Enfim, sem  pressão e com  o resultado a seu favor. Poderia até perder por 1x0. Pois levou de três do Libertad e deu adeus ao sonho da América. Como explicar o pior desempenho de times brasileiros em Libertadores desde 1994? Nos casos de Cruzeiro Inter, o acaso. No do Grêmio, o destempero de Borges no primeiro jogo fez a diferença. Agora...no Fluminense...talvez algumas críticas do "Sheik" Emerson - quero deixar claro, achei ridículo todo o espetáculo que fez durante a entrevista - façam sentido.  A começar pela afirmação: "O Fluminense é uma bagunça". Um  clube que sonha conquistar uma Libertadores da América não pode ter como treinador um  "auxiliar-fixo" (???), com  todo respeito ao Enderson Moreira. E o pior: perdeu o melhor técnico do Brasil porque não ofereceu o mínimo de condições de trabalho a ele (e outras coisinhas mais, com  certeza omitidas por clube e Muricy, cujo caráter é exemplar). No jogo de ontem, um  erro de estratégia (bem  conhecido da torcida do Botafogo nos tempos de Joel)  'matou' o Fluminense: a covardia. Com  os dois laterais presos e dois homens de área na frente, o tricolor ficou sem  velocidade nos contra-ataque. Se defendeu e correu atrás de um  time fraco durante todo o tempo.  Fred não jogou nada e ficou em  campo o tempo todo. Segundo Emerson, ele manda mais que o treinador...mas deixa pra lá. O erro fundamental foi de planejamento. Contratou-se um  goleiro - Diego Cavallieri - que recebe 400 mil mensais para ficar no banco de Ricardo Berna, até o meio do ano passado, terceiro reserva. Nos últimos três jogos (contando o de ontem, no primeiro gol), três falhas. O Fluminense agora planeja a chegada de Abel Braga. Será que vem? Quanto tempo vai durar? Será que a Unimed fica? Ninguém  sabe. O fato é que, na Libertadores da América, do Brasil, só restou Ele: Muricy Ramalho! E Eles: Ganso, Neymar e cia. Sim, aquele mesmo Muricy, que recusou convite da Seleção Brasileira para ficar no Fluminense e saiu por não ter as mínimas condições de trabalhar...

Um  pouco mais: se treinador não faz diferença, como explicar a melhora repentina do Santos? Muricy Ramalho deu a consistência defensiva que faltava ao Peixe, sem  perder o poder ofensivo. Quando tem  que jogar feio, joga. Mas vence, convence e avança. Sim, às vezes leva sorte também, como contra o América-MEX. Faz parte do espetáculo. O Santos 2011 tem  dois temperos especiais em  relação ao ano passado: a genialdidade de Paulo Henrique Ganso e um  tal de Muricy Ramalho no banco de reservas...