sexta-feira, 29 de julho de 2011

"Orgulho da nossa Terra!"

Hoje no Blog, o texto que escrevi e pronunciei no programa de quinta-feira, 28 de julho, na Rádio Nova Friburgo AM. Confesso que foi dificílimoooo de ler e não me emocionar. Na verdade, não consegui me conter. Tive a oportunidade de acompanhar de perto e escrever dois capítulos marcantes na história do Friburguense e de Nova Friburgo: a queda e o acesso. Este, de uma importância que vai além da instituição Friburguense e da paixão pelo futebol. O retorno à primeira divisão representa a primeira parte da reconstrução de Friburgo, devastada pelas tragédias de janeiro, concluída. O motivo de alegria que nossa cidade tanto precisa e merece. O Frizão transformou o choro da dor em lágrimas de alegria. Mostrou que com coragem, planejamento, competência e força de vontade é possível superar. Recuperar. Renascer. Junto com o Friburguense, renasce a esperança de um povo. O título, infelizmente, não veio. Mas existe algo mais importante que a felicidade, do que o sorriso de centenas de pessoas que invadiram o campo para festejar o acesso depois do jogo? Do que ser o motivo de alegria e orgulho para um povo que ainda chora a morte de seus filhos? Sem dúvidas, um simples troféu não é. O Frizão voltou, agora pra ficar! Segue o texto, uma pequena homenagem a um grande feito:

Duas datas marcaram a minha vida e a de muitos friburguenses. Vinte e nove de abril de 2010. Na manhã seguinte ao rebaixamento do Friburguense para a segunda divisão do futebol carioca, o clima era de velório no clube. O atacante Ziquinha chegou a comparar o sentimento ao da perda de um parente. Mal sabia ele que uma tragédia de proporções absurdas estaria por vir meses depois. Neste meio tempo, o Friburguense começou o projeto de retorno à elite. Jogou a Copa Rio, fez bom papel e descobriu valores importantes, como os meias Jorge Luiz e Alves. Os garotos Romulo e Marquinhos e escolheu o comandante para a difícil missão: Edson Souza. Mas no meio da preparação pra disputa da série B, um acontecimento que não vai sair da memória de nenhum friburguense. Me lembro daquela manhã de 13 de janeiro de 2011, também cinzenta como a de 28 de abril de 2010. Só que junto ao cinza escuro dos céus, havia lama, água, terra. Deslizamentos que destruíram parte da história de Nova Friburgo e levaram vidas. Uma dor irreparável, indescritível. E apenas uma certeza: a necessidade de recomeçar, reconstruir. Renascer. Um mês depois do choro, o primeiro sorriso. Ainda que amarelo, mas enfim, um pouco da alegria que estava em falta na cidade. O responsável foi o Friburguense. Uma estréia brilhante, 6x0 sobre a Portuguesa, em 12 de fevereiro, exato um mês depois de tudo. Teve início ali, a longa jornada de retorno à elite. E como em toda longa caminhada, existem dificuldades, obstáculos. Depois de uma primeira fase com apenas 2 derrotas, a queda. Edson Souza não era mais técnico do Friburguense. A diretoria entendeu que a postura firme do treinador ultrapassou os limites. Era hora de tranquilidade para superar o momento instável. Era hora de Gerson Andreotti. Experiente, sereno, vencedor. Humilde. Ao pé do ouvido de cada atleta, Gerson explicou dia-a-dia como queria ver o tricolor em campo. No Eduardo Guinle, tudo bem. Um Friburguense invicto e impecável durante todo o torneio. Mas fora de casa demorou. Apesar de não perder, também não vencia e permaneceu fora do G-2 por muito tempo. Talvez faltasse entender um certo detalhe. Este aprendido na hora certa; não basta ter o melhor time tecnicamente. É preciso ter um time pronto. Que saiba jogar com a bola nos pés, claro. Mas que tenha coração, garra, determinação. Que tenha a capacidade de superação. E o Friburguense parece ter entendido tudo isso na hora certa. Venceu Quissamã e Ceres fora de casa, duas verdadeiras batalhas que levaram o Frizão ao topo da tabela. Os jogadores parecem ter entendido o peso que carregavam nas costas. O símbolo bordado no peito. Ao carregar consigo o nome Friburguense, o time leva junto a imagem de uma cidade que tenta se reconstruir, elevar novamente a auto estima, que tenta renascer de um acontecimento trágico. O Friburguense é parte da história viva do futebol amador da cidade. E isso, tragédia nenhuma jamais vai levar. Quis o destino que a confirmação do acesso acontecesse na baixada fluminense. Pois foi por lá mesmo, onde o nosso Frizão caiu em 2010, que ele levantou!

Parabéns a todos os jogadores, comissão técnica, funcionários e diretoria. Obrigado por devolver o Friburguense ao seu lugar, entre os maiores do futebol no estado. Obrigado por entender a necessidade de devolver o sorriso, a alegria ao povo friburguense. De colocar nossa cidade em evidência de forma positiva novamente. De concluir a primeira etapa da reconstrução da nossa Friburgo. O empate por 2x2 com o Serra Macaense foi insuficiente para a conquista do título. Depois do apito final, uma cena marcante. Alguns jogadores, como o volante Bidu, desabaram no gramado, decepcionados com a perda do título. Imediatamente, um torcedor o abraçou e o levantou. O que era choro virou sorriso. Um retrato do que o acesso do Friburguense representou para Nova Friburgo. Dessa vez, o choro da tristeza deu lugar ao choro da emoção. As lágrimas que escorreram pelo rosto dos friburguenses não são de dor, e sim, de alegria. Lavaram a alma de um povo, que sonha em ver a Nossa Friburgo Nova daqui pra frente. Que vai ter em cada um dos guerreiros, o exemplo de coragem, de fibra, garra. De superação. E que volta a dizer, a plenos pulmões, que é Friburguense. O troféu não veio, tudo bem. Mas existe algo mais valioso do que a felicidade? Uma simples taça, com certeza, não é. Dessa vez, o carro dos bombeiros, que há meses atrás levou esperança às vítimas da tragédia, transportou a alegria de um time, um povo, uma cidade pelas ruas de Friburgo... O Frizão voltou, agora pra ficar...pois como diz o hino, o Friburguense é o orgulho da nossa terra!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Celestial...

Venceu quem deveria realmente ter vencido. O Uruguai de hoje é o melhor time de futebol da América do Sul. Não à toa, fez a melhor campanha entre as Seleções do continente na Copa do Mundo e agora se sagrou campeão da Copa América. Aliás, o maior vencedor da história do torneio, 15 conquistas. E isso tem sim, explicação. A primeira delas é simples. O futebol uruguaio é tradicional, bi-campeão do mundo e sempre levou a sério o esporte, entendendo a sua importância no país. Algo que perdemos no Brasil. A segunda questão passa pelo processo de renovação dentro e fora de campo, feito a médio e longo prazo. E o responsável por isso tem nome: Oscar Tabarez. Durante o Footecon, evento do qual pude participar no fim de 2010, assisti a uma palestra do simpático treinador e fiquei encantado com tamanha sabedoria e capacidade de enxergar além. O primeiro passo dado por Tabarez ao assumir o Uruguai foi resgatar a auto-estima que havia se perdido – a Celeste não vencia uma competição internacional há 15 anos! O segundo foi investir em educação. Sim, você não entendeu errado. Nas categorias de base dos clubes uruguaios e da Seleção, o estudo é obrigatório. Está mais do que comprovado que o jogador inteligente consegue entender melhor o esquema tático e os comandos do técnico. E mais. A educação, não só no esporte como também na vida, agrega valores ao ser humano. Lembram do post em que discuti a inversão de valores neste mundo de negócios que se transformou o futebol? Pois é. Não estou aqui dizendo que o Luis Suarez, o Forlan, o Cavani ganham menos do que outros craques de outras Seleções. Mas eles entendem e valorizam. São responsáveis. Os uruguaios parecem ter consciência do peso, da responsabilidade de representar uma nação, ainda que de apenas três milhões de habitantes. Basta observar a vontade e determinação do time de Tabarez durante as partidas. E claro...não podemos deixar de lado o talento de jogadores como Forlán, Suarez, Lugano. O Uruguai de hoje, eu diria, é o que o Brasil quer ser amanhã: um time com padrão tático bem definido, técnico, determinado, responsável e gostoso de ver jogar. Celestial...

Um pouco mais: Enquanto isso, Mano Menezes segue na busca pela formação ideal. Desta vez, as novidades no time que enfrenta a Alemanha, dia 10 de agosto, são Dedé, Ralf e Luis Gustavo. Ao contrário de muitos, não considero a filosofia de trabalho do Mano incorreta. Acho que ele deve sim, testar. E se o objetivo é renovar, então, é claro, deve-se dar oportunidade a quem tem feito por merecer. Afinal de contas, vestir a amarelinha se tornou algo tão banal e indiferente há tempos...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

"O meu Frizão voltou!"

                          

Foi difícil vencer o Sendas. Afinal, no banco de reservas adversário estava Edson Souza, que sabe os pontos fortes do tricolor serrano. Conhece a força do Friburguense jogando em casa. O treinador armou duas linhas de quatro na defesa e matou as jogadas laterais, as tabelas Flavinho/Zambi pela esquerda e Marcelo/Ricardinho pela direita. O Frizão encontrou dificuldades até mesmo para se aproximar da área rival. Por isso, estava difícil chutar de longe. Na bola aérea, os altos zagueiros do Sendas pareciam intransponíveis. Mas quis o destino que o gol tivesse origem justamente em lançamento por cima. Romulo conseguiu dominar e encontrar um raro espaço no miolo de defesa adversário. Bastou, foi o suficiente para tirar a marcação e tocar no canto do goleiro, 1x0 Frizão. Um gol que vale muito. Talvez, com peso diferente dos outros 82 marcados durante a caminhada. E os minutos finais? Pareciam intermináveis! Pressão do Sendas, numa sequência de quatro bolas alçadas à área de Marcos. Porém, a energia dos quase mil presentes ao estádio parece ter sido repassada aos jogadores em campo. Contra os altos atletas do Sendas, os gigantes guerreiros do Friburguense. Após o término da partida, não teve jeito. Difícil escrever, falar, gritar. Foi impossível não se emocionar...eu não sabia se escrevia, filmava ou invadia o campo. Passou um filme pela minha cabeça...desde o dia 28/04/2010, quando fomos rebaixados e tive que escrever sobre isso. O dia seguinte, a tristeza dos jogadores. Meses depois, a tragédia. Ontem, Nova Friburgo voltou a chorar. Desta vez emocionada: o choro que lavou a alma dos friburguenses. Sim, é verdade. Para garantir o acesso, matematicamente, ainda falta um ponto. No entanto, com a vaga tão próxima, é difícil conter a euforia. Logo depois do apito final e a vitória sobre o Sendas, o Friburguense deixou o gramado aos gritos de o "Frizão voltou". Parece ter sido um chamado, atendido pelos jogadores. Instantes depois, o tricolor voltou a campo e foi em direção aos torcedores. Emocionados, cantaram as músicas da torcida, pularam e concederam diversas entrevistas. Se há seis meses Nova Friburgo chorava a dor pela perda de seus filhos, agora chora de alegria, de emoção. De orgulho. "O meu Frizão voltou"! Parabéns Guerreiros!

                          

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Valores(?) e Irresponsabilidade

Muita gente classificou a eliminação do Brasil na Copa América, após desperdiçar quatro penalidades contra o Paraguai, como “sem comentários”. Não serve para mim, é claro. Quem acompanhou a matéria que fiz para o Esportes TV Zoom sobre Friburguense x Angra dos Reis, no meu penúltimo post, percebeu que falei sobre as diversas sensações que o futebol pode proporcionar em 90 minutos. Volto à esta questão e vou além. Sim, pois a sensação, durante o primeiro e principalmente segundo tempo, foi de um Brasil que começava a se encontrar. De um Robinho melhor, um Neymar mais solto e um Pato participativo, querendo o gol. A sensação de que o gol era questão de tempo não se confirmou. Foi Justo... sim, Justo Villar quem impediu a vitória brasileira no tempo normal, com defesas inacreditáveis. Diria que, aquela com o pé direito, cara a cara com Pato, foi surreal. Na prorrogação, nem tanto. O Brasil ganhou talento com a entrada de Lucas, mas perdeu força ofensiva sem Neymar e Ganso – que apesar de não ter rendido 1% do que pode, tentava distribuir o jogo. Ah...mas me lembro bem que no texto sobre as sensações falei que o futebol é traiçoeiro, que ele ilude. E o futebol moleque, que dava a sensação de maturidade, de melhora com a bola rolando, voltou a ser irresponsável durante as penalidades. Os papéis se inverteram. Os jogadores brasileiros parecem ter cobrado como, em tese, os paraguaios teriam feito: sem compromisso. Parece que o fato de chegar até ali já estava de bom tamanho, o que viesse era lucro. Só parece. Uma coisa é cobrar um pênalti com personalidade. Outra, bem diferente, é cobrar com irresponsabilidade. Ora pois...gramado péssimo, grama soltando na marca da cal...e querem bater na bola com estilo? Virar o pé, correr com paradinha? Tá ruim, solta a bomba, acerta o gol e o goleiro que se vire! Foi o que fizeram os dois paraguaios que converteram as penalidades, levando a Seleção Guarani às semifinais. E ajudando a sacramentar um dos episódios mais vergonhosos da história do futebol brasileiro...

Um pouco mais: sim... como fala besteira o tal do Galvão Bueno. Mas até que, desta vez, podemos aproveitar uma de suas frases: “a eliminação é algo para se rever, repensar”. Antes de criticar Mano Menezes (não estou aqui defendendo, tampouco o livrando de culpa...mas deixo claro ser favorável à sua permanência), devemos atentar para os novos valores estabelecidos no esporte. Principalmente no futebol. Exemplo Neymar: com 15 anos, considerado promissor, já tinha empresário, assessores, patrocínio e tudo mais. Aos 18, já está milionário, é craque, ídolo, popstar. Vamos parar com isso! Ele não é popstar, é jogador de futebol! É um garoto...para ser craque falta muito. Mas para ter uma conta bancária absurda, mulheres, fama e mídia...não falta nada! O que eu quero dizer com tudo isso? O processo de renovação não deve acontecer apenas dentro de campo. E sim, sobretudo, fora dele. Os VALORES precisam ser revistos. Jogar na Seleção, hoje em dia, é algo banal. É fácil. Não há mais senso de responsabilidade ao vestir a amarelinha. A velha empatia entre Seleção e povo brasileiro, Sr. Galvão, não existe mais! Ela se perdeu em meio ao absurdo, à mistura de valores a que se transformou o mundo da bola. E não adianta tirar o Mano. Muricy, Felipão...convocariam os mesmos jogadores...estes são os melhores que temos na atualidade. Ou não? Tá bom vai, fora algumas invenções, ’ Andrés Santos’, ‘Jadsons’...

domingo, 17 de julho de 2011

Matéria da Magia...

                                       

Caros leitores do Futebol e um  pouco e mais...hoje mostro aquela que talvez (alguém  duvida que foi?) tenha sido a matéria que fiz com  maior prazer para o Esportes TV Zoom.. Em  campo, no Eduardo Guinle, duas de minhas maiores paixões: Botafogo e Friburguense. Coração dividido, paixão, emoção, razão e profissionalismo dividindo o mesmo espaço. E a minha primeira entrevista com  um  ídolo: Maicosuel. Aliás, o amistoso marcou o retorno do Mago aos campos, após oito meses lesionado. Pude testemunhar a volta da magia e falar com  ele, ainda que brevemente.  Dia marcante para Nova Friburgo, Friburguense, Botafogo e para minha carreira, que está apenas no início. Ah...e outra...o reencontro na primeira divisão, ao qual me refiro no texto, está muito próximo de acontecer. O Frizão está a uma vitória e um  tropeço rival, seja Bonsucesso ou Quissamã,  de retornar à elite. Sinto que o post seguinte vai falar sobre o assunto....

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tô voltando pra casa, outra vez...

                         

Friburguense e Angra dos Reis. Vice-líder e lanterna se enfrentando no Eduardo Guinle, onde o tricolor não perde um jogo oficial há 500 dias. Fácil? Nem tanto. É bem verdade que o próprio Friburguense tratou de complicar as coisas. Criou diversas oportunidades e não as traduziu em gols – rotina durante o estadual deste ano. O Angra, ao contrário, sim...aproveitou o primeiro chute a gol, em contra-golpe rápido e fez 1x0 com Boquita. Vou confessar...fiquei com medo. É verdade, pois como bom alvinegro e friburguense estou acostumado a assistir vitórias memoráveis e vexames inesperados. Não...desta vez não. Falta para o Frizão e tempo técnico. Ninguém pode garantir que Gerson Andreotti mudou a equipe durante a parada – e olha que eu conheço um monte de comentaristas por aí que teria dito isso...mas enfim. Na cobrança, Marcelo achou Diego Guerra na grande área e o desvio encontrou Cadão, que só empurrou para as redes. O próprio capitão foi o encarregado de virar a partida minutos depois...grande Cadão, exemplo de pessoa e profissional! E o jogo prosseguiu: Friburguense criando, criando, criando...e nada! A defesa do Angra dos Reis, como dizem na linguagem do futebol, “estava doida pra entregar o ouro”! Um show de trapalhadas que o Frizão não aproveitou. E um certo clima de apreensão tomou conta do Eduardo Guinle, principalmente quando Boquita pegava na bola...sujeito chato de marcar! Agora...difícil mesmo é parar o Zambi...só na falta! No entanto, dentro da área, é pênalti. O árbitro marcou, Diego Guerra cobrou e converteu, 3x1. Depois do apito final, restou comemorar. A dupla de zaga leva o Frizão à frente! E mantém o tricolor serrano na vice-liderança, com quatro pontos de frente para o terceiro colocado, o Quissamã (que está em declínio técnico, psicológico, mas sobretudo físico!). O Bonsucesso que nos aguarde...a série A que nos espere...estamos voltando pra casa, outra vez...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sensação de primeira...

                                

Prometi, tá cumprido! Aqui está a matéria que fiz para o Esportes Tv Zoom e para o Zoom TV Jornal, sobre a goleada do Friburguense por 4x1 sobre o Barra Mansa. Procurei relacionar a partida às mais diversas sensações que o futebol pode proporcionar. E o Frizão sabe como explorar bem a emoção de sua torcida, ah se sabe...assistam à matéria acima...espero que gostem!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os gols: Frizão 4x1 Barra Mansa

                               

Nesta segunda-feira, o complemento do post anterior. Falei sobre a tranquila vitória do Friburguense, 4x1 sobre o Barra Mansa, no Eduardo Guinle. Agora, caros amigos, vocês assistem aos gols da partida, com direito a golaço do artilheiro Zambi. Em breve, a matéria do Esportes Tv Zoom.

domingo, 10 de julho de 2011

Chegou! Agora pra ficar...

Frizão de Bidu a passos largos, rumo à elite

E o Friburguense chegou! A goleada sobre o Barra Mansa, 4x1 neste sábado, recolocou o tricolor serrano entre os dois melhores da série B, na vice-liderança. Mais que isso: o Frizão só depende de si para retornar à elite do futebol carioca. Basta vencer os seus jogos. Pode parecer difícil, mas o Fri tem provado que não é. Mesmo sem o capitão Cadão, sem o ponto de equilíbrio Lucas e o maestro Jorge Luiz, desfalques consideráveis diga-se de passagem, o Frizão contruiu uma vitória sólida, tranquila, sem maiores sustos. Alternou bons e maus momentos durante a partida e, de fato, não fez uma de suas melhores apresentações. Ainda sim, goleou. Mostrou a sua superioridade em relação aos demais, verdade seja dita. Simples assim. Abriu o placar com Sergio Gomes, após belo lançamento de Zambi (que começou caindo pelo lado direito, estava perdido. Quando passou a atuar na esquerda de ataque, cresceu de produção). O segundo gol, marcado por Flavinho, foi quase um acaso. Aquele chute fraquinho de perna direita, que não é a boa, foi passando por todo mundo, inclusive por baixo do goleiro Everton. O jogo, até então controlado, ganhou leve retoque de drama com o gol de Wellington, diminuindo para o Barra Mansa. Que aliás, não é tão mansa assim não...bom time, bem arrumado e de jogadores interessantes, como o zagueiro Vinicius, o meia Tiago, o lateral direito e a dupla de ataque, Fernando e Wellington. Só que tem um porém. Algo que tática alguma é capaz de parar: o talento. O faro de artilheiro. E isso, o Friburguense tem, nos pés de Zambi, que tratou de tranquilizar a torcida com belo gol de voleio. E outro de centroavante nato, deslocando Everton, cara a cara. Vitória definida, atenções voltadas para o Rio de Janeiro. Quando meu grande amigo, Edward Monneratt, anunciou a vitória do Ceres sobre o Quissamã, 2x1, o Eduardo Guinle explodiu. Momento emocionante, único, como há muito tempo eu não presenciava. Festa completa...mais um passo importante rumo à sére A! O Friburguense chegou...agora pra ficar...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Fundamental

                            

Fundamental! Esse é o termo utilizado por jogadores e comissão técnica do Friburguense para classificar a vitória por 2x1 sobre o Quissamã, em pleno Carneirão. A apenas dois pontos da liderança, o Frizão entende a filosofia de Gerson Andreotti e arranca na hora certa. Dos seis jogos restantes, quatro serão no Eduardo Guinle, onde o tricolor não perde há 500 dias. O Friburguense está muito próximo da vaga da elite. Que eu aposto, virá acompanhada do troféu de campeão carioca da série B 2011. Assista aos gols da vitoria sobre o Quissamã. 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Afogou o Ganso...

Não diria que a estréia da Seleção Brasileira na Copa América foi um decepção. No primeiro tempo, a atuação não foi de todo ruim, um gol - travessão do Pato, chances perdidas por Neymar e Robinho, por exemplo - poderia ter mudado a história da partida. E sim, ficou a sensação de que poderia ser melhor. E poderia. E pode. Um 0x0 contra times fracos, como é a Venezuela, sempre traz reflexões. A principal delas, na minha visão, é o fato de que Mano Menezes tem de rever o esquema 4-2-3-1. A idéia de abrir Neymar na esquerda, Robinho na direita, deixar o Ganso pelo meio e Pato mais adiantado, em tese, é boa. Mas na prática, precisa ser adaptada ou até alterada - e eu mudaria: barraria Robinho e jogaria com dois meias, Lucas Silva e Ganso e dois atacantes, Neymar e Pato. A tática brasileira limitou o Neymar àquele pedaço do campo...então, ele começou a fechar para o meio. Mesmo caso do Robinho. O Daniel Alves foi mais ponta do que ele. E tudo isso...afogou o Ganso! Sim...a movientação do camisa 10 ficou muito limitada, centralizada e ele acabou embolando com Neymar e Robinho. De repente, com dois meias, Ganso poderia revezar com o parceiro, caindo pelos dois lados. Apenas uma sugestão, a partir de um fato que pode distorcido no próximo jogo, contra o Paraguai. Isso mesmo, pois se individualmente os garotos estiverem bem, qualquer esquema tá bom. E essa é a esperança. Ao longo dos jogos e do tempo, a jovem Seleção vai crescer de produção e aprender a conviver com o peso de vestir a amarelinha. Só que não pode demorar, a pressão é grande. E tem um tal de Muricy por aí, Mano...