terça-feira, 25 de outubro de 2011

Erros e mais erros...

No equilibrado Campeonato Brasileiro de 2011 é difícil prever quem vai ficar com a taça. No entanto, não é difícil prever que será campeão o time que errar menos. Tanto como num todo quanto dentro de uma partida. O Vasco, por exemplo, oscila pouco durante os jogos. Consegue manter uma regularidade interessante, sempre consistente, mesmo desfalcado. Sim, pois o Vasco é o time mais homogêneo do Brasil, aquele que não sente tanto a ausência dos jogadores. E isso se deve ao fato, curioso por sinal, de não ter nenhum jogador acima da média. E sim, dois ou três atletas por setor que se encaixam dentro de um esquema bem definido. Por isso, o Vasco erra pouco fora de campo - não há vaidades - e durante os 90 minutos. Por isso venceu o Bahia com extrema autoridade e lidera.

O Flamengo, por outro lado, é uma equipe totalemente dependente de Ronaldinho Gaúcho. Não ter o seu camisa 10 em campo significa uma dificuldade enorme na criação de jogadas. E podem crer que atrapalha também o sistema defensivo, por não ter quem segure a bola no ataque, crie situações que intimidem o adversário ou mesmo inflame a torcida. Som o craque e Thiago Neves, outro que pode desequilibrar, o Mengão apenas empatou com o Santos do inspiradíssimo Neymar. E se não fosse os erros da arbitragem...

Agora...erro é com a defesa do Fluminense! Muito mal arrumada, desorganizada e tecnicamente fraca. Nem a formação de Abel Braga, com três volantes, aliviou o sistema defensivo tricolor. E ainda prejudicou a criativadade do Flu, que ficou com 70% com a posse de bola no primeiro tempo e nada fez. Pelo contrário: levou dois gols de um Atlético-MG bem organizado e eficiente. Não há como negar que as ausências de Marquinho, Deco, Fred e Rafael Moura foram sentidas. Aí entra, mais uma vez, a questão da dependência...

Pois bem. Voltando à questão dos erros... o Glorioso parecia ter o jogo contra o Avaí sob controle nos primeiros minutos. Abriu o placar com Loco Abreu e tudo! Foi quando a defesa do Botafogo errou pela primeira vez e a equipe da casa alcançou o empate. Este, parece ter bagunçado um esquema aparentemente acertado, apesar da barração do Elkeson. Marcando frouxo no meio-campo, o Fogão deixou verdadeiras crateras dentro da grande e Cleverson aroveitou, marcando um golaço. No segundo tempo, um outro Botafogo. Com Léo e Elkeson nos lugares de Felipe Menezes e Herrera (que dupla!), o alvinegro ganhou consistência e velocidade. Maicouel, inspirado, infernizava a defesa avaiana. De tanto martelar, o Fogão empatou e a vitória parecia questão de tempo. Afinal, até os 38 minutos, foram pelo menos quatro chances claras de gol e um pênalti não marcado em Abreu. Foi quando Lucas, num ato irresponsável e criminoso, foi expulso. O jogo, até antão perfeito do Botafogo foi por água abaixo. E se afogou quando Robert aproveitou erro de Jéfferson para marcar o terceiro do Avaí. Erros e mais erros, que em meio a alguns acertos, podem a fazer a diferença no final das contas...

Um pouco mais: posso até errar. Mas estou a cada dia mais certo de que o Friburguense será campeão da Copa Rio. À exemplo do Vasco, o tricolor serrano oscila pouco durante as partidas e mantém uma regularidade não observada nas equipes concorrentes. De folga no fim de semana, o tricolor serrano assistiu à rodada do alto, no topo da tabela (líder do grupo F). E por lá poermaneceu com os resultados de domingo. Pelos cálculos, duas vitórias nos próximos cinco jogos serão suficientes para garantir o Frizão nas semifinais. Que assim seja...

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