sexta-feira, 9 de maio de 2014

Fla-Flu de opostos...


O Campeonato Brasileiro chega à 4ª rodada neste final de semana, e para nós, torcedores cariocas, o Fla-Flu deste domingo, 4 da tarde, no Maracanã é o jogo cercado maior expectativa. Dois grandes clubes, dois eternos rivais em momentos opostos na temporada.

O Flamengo busca o melhor futebol. Aliás, ainda não fez uma partida capaz de empolgar o torcedor este ano. As boas exibições que, somadas à empolgação dos torcedores, levaram o clube à conquista da Copa do Brasil ficaram esquecidas em 2013. Fato que o Mengo sente falta de Elias e não encontrou alguém que possa ser o ponto de equilíbrio no meio-campo. Os desfalques também atrapalham a equipe – neste domingo, Léo, Chicão, Elano e Hernane estão fora e Everton fica no banco – e fazem Jayme de Almeida balançar no cargo de treinador. E como pesa o resultado de um clássico.

Pelo lado das Laranjeiras, a derrota para o Vitória em nada abalou a relação com a torcida. O Fluminense começou bem o campeonato, fez bons jogos e se mantém no pelotão da frente. Entretanto, precisa ser mais eficiente nas finalizações. É um time que cria muito, mas não transforma as oportunidades em gols como poderia e deveria. Às vezes não faz falta, como na estreia contra o Figueirense, mas em alguns casos o castigo vem. O Flu de Cristóvão Borges é a equipe que mais finaliza no Brasileirão, e possui o centroavante da Seleção Brasileira em seu plantel. Fred, com outra postura dentro e fora de campo desde a chegada de Cristóvão, é a esperança dos tricolores. E daqui a um mês será a de todos os brasileiros...

Botafogo x Criciúma: Ainda em busca da primeira vitória, o Botafogo, convenhamos, terá um adversário longe de ser assustador neste sábado, no Maracanã. A oportunidade de vencer, diante da torcida, está aí. O alvinegro mostrou alguma melhora nos jogos contra Inter e Bahia – já possui o mínimo de organização e velocidade para atacar – e precisa transformar a evolução em pontos. Pelo menos, o torcedor tem alguma perspectiva. Mesmo com os erros consecutivos de uma diretoria que por falta de planejamento e competência, em apenas três meses, pode ter acabado com o ano mais importante para o clube na última década. Ah! E Carlos Alberto vem aí... empolgados?

Vasco x Oeste: A caminhada na série B do Brasileirão prossegue, e o desafio deste sábado é o Oeste em São Januário. O Vasco vive a rotina de enfrentar adversários desconhecidos, inferiores tecnicamente, mas que jogam uma final de Copa do Mundo quando enfrentam um clube da grandeza do cruzmaltino. Edmilson, Pedro Ken e Guiñazu seguem de fora, e Fabrício pode ser a novidade. O Vasco é infinitamente superior aos rivais, mas precisa igualar na vontade. Eis o desafio para Adilson Batista: motivar jogadores de série A, em um clube de elite, numa competição longa como essa...

Friburguense: O Tricolor da Serra voltou aos treinos, e já mira o título da Copa Rio, em setembro, para disputar a série D em 2015. Esta é a única possibilidade para o clube crescer dentro do futebol nacional, e ter um calendário completo de jogos. Romulo, Toshyia, Luis Felippe, Marcelo e futuramente Lucas (não fica para o segundo semestre) são as baixas. Sergio Gomes, Cadão, Bidu, Flavinho, Ziquinha e Jorge Luiz seguem firme. Os garotos da base estão subindo para compor o elenco. Avante Frizão!

Um pouco mais: Domingo, 11, é dia... das Mães, claro, mas também de GP da Espanha de Fórmula 1. O até então invencível Vettel sofre nesta temporada, e apresenta um novo chassi para tentar chegar junto novamente. No entanto, o motor Mercedes sobra. As mudanças nas regras não tinham como objetivo equilibrar a categoria? Parece que não deu muito certo...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A unanimidade preocupa...

Vinte três nomes e um segredo: o quarto zagueiro da lista de Felipão não é
 Miranda, e sim, Henrique. O zagueiro do Napoli, capitão do Palmeiras na série B 
do ano passado, venceu a disputa com o defensor do Atlético de Madrid por ter 
a confiança do técnico e pela versatilidade – diga-se de passagem, em sete jogos 
pelo Napoli este ano ele atuou quatro vezes fora da posição original.

A discussão em torno da convocação de um atleta que dificilmente entrará em 
campo parece necessária. Mas por outro ângulo. A “quase” unanimidade na 
convocação de Scolari esconde uma realidade preocupante: não existe um leque
 de opções de jogadores que permita uma discussão. Robinho não foi convocado?
 Kaká? Philipe Coutinho? Não existe um clamor nacional por nenhum deles. Todo
 mundo aceitou os nomes anunciados neste 7 de maio, um dia para ser lembrado
 não apenas pela escolha de quem tentará cicatrizar a ferida da Copa de 1950, a 
última em território nacional.

Em outros mundiais, o país parava para discutir o porquê da convocação de um, 
o motivo pelo esquecimento de outro. Desta vez isso não existe. Ninguém discutiu a 
presença do Jô, pois não dá para afirmar que Damião, Pato ou Luis Fabiano seriam
melhores opções. E realmente não são. Poucos falam de PH Ganso, uma 
das “grandes” revelações, sequer cogitado para integrar o grupo brasileiro.

Todo esse cenário reflete a antecipação de uma responsabilidade que não seria 
dessa geração. Neymar, Oscar, William, Bernard e companhia possivelmente 
estarão no auge em 2018, mas terão que pular etapas e assumir a condição de 
protagonistas da Seleção agora, especialmente Neymar. Sorte que, pelos amistosos,
 ele mostrou estar preparado. Esta seria a Copa de Adriano, Robinho, Kaká e
 até mesmo Ronaldinho Gaúcho. Não será. A geração que “não deu certo” como 
poderia transfere todo o peso para os mais jovens.

Resta esperar para conferir o desempenho da Família Scolari, que acredito, 
será muito bom. Embora não concorde com Hernanes, Henrique e Maxwel – gostaria
 de ver Philipe Coutinho, Miranda e Robinho ou Kaká -, entro na onda da falta de
 argumentos e acabo concordando. Acho que esta Seleção, empurrada pela
 torcida, pode conquistar o hexa. Mas com o título ou não, passou da hora de 
repensarmos o nosso futebol, o trabalho de base e o que é prioridade: o jogador ou
 o negócio. Ou então, a escassez tende a se estender por mais alguns anos. Não é
 toda hora que surge um Neymar. E eles ainda querem acabar com a essência do
 futebol brasileiro, exterminando os estaduais e enfraquecendo os times pequenos. 
Aliás, depois de Neymar, qual jogar diferenciado apareceu no Brasil? Pensemos...